Biodigestor traz economia e reduz
Curitiba - O desenvolvimento sustentável foi, sem dúvida, um dos aspectos que pesou na escolha da Frankkana como a melhor fazenda do Brasil. Exemplo disso é que, há cerca de três anos, o grupo comandado por Franke Dijkstra implantou na propriedade um biodigestor, que processa todo o esterco produzido pelos animais, gerando energia e fertilizante natural, o que resulta em economia e menos danos ao meio ambiente.
A instalação do biodigestor, que custou cerca de R$ 300 mil, foi mais um fruto do vício de Dijkstra pela inovação. O sistema faz com que todo o gás metano resultante da decomposição do esterco seja armazenado e não vá para a atmosfera. Além de reduzir a ''poluição'', o gás é encanado para gerar energia. Na Frankanna, essa energia é usada para alimentar os sistemas de secagem de grãos e de irrigação das plantações. Além disso, o esterco decomposto acaba sendo utilizado como fertilizante natural, acarretando mais benefícios para o meio ambiente e ainda mais economia.
Apesar de já estar em pleno funcionamento, o mecanismo precisa de ajustes que, segundo Dijkstra, aumentariam em muito o aproveitamento do gás. Para isso, a Frankanna trabalha atualmente em parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Juntos, tentam encontrar um meio de transformar o gás produzido no biodigestor em combustível para veículos. ''Se conseguirmos transformar esse gás em combustível veicular, a energia gerada pelo nosso biodigestor seria equivalente à de 2 mil litros de gasolina'', explica Dijkstra. Com isso, a economia gerada pelo biodigestor traria ainda mais economia para a fazenda. ''Por enquanto, só nos custou dinheiro, mas temos certeza que vai dar retorno'', declara Dijkstra. (R.L.)





