Propriedades físicas singulares tornam a canola uma opção de produção de biodiesel de qualidade, que atende as especificações europeias. Dados da Embrapa Trigo apontam que a canola possui o dobro de quantidade de óleo da soja. Entretanto, apesar da possibilidade de exportação, a produção nacional de biodiesel a partir de canola ainda é baixa devido à pouca oferta de matéria-prima no País. A BSBios, empresa de produção de biodiesel com instalações em Marialva, Norte do Paraná, fomenta 6 mil hectares cultivados com o grão no Paraná e comemora o bom rendimento obtido graças ao clima favorável. ''Os preços estão extremamente favoráveis ao produtor e esperamos que isso estimule a produção. Precisamos de um volume maior para atender a indústria alimentícia e usar o excedente para produção de biodiesel'', comenta o diretor operacional da BSBios, Carlos Gaspar.
Segundo ele, é difícil traçar uma meta para obter esse resultado, tendo em vista que a produção depende de fatores climáticos e de mercado, mas espera que em cinco anos já seja possível incluir a canola como ingrediente da composição do biodiesel. Atualmente, 40% da produção de canola captada pela empresa destina-se a fabricação de óleo para indústria alimentícia, enquanto a maior parte destina-se ao farelo que será usado para ração animal.
A AG Teixeira, empresa sediada em Candói, possui capacidade de esmagamento de 1,8 mil toneladas de canola por mês. Segundo o diretor comercial da empresa, Sebastião Aparecido Hollandini, a intenção é ampliar a capacidade nos próximos anos, sendo que a produção é destinada para a produção de óleo e farelo para ração animal. Hollandini afirma que 80% do óleo é destinado a indústria alimentícia e apenas 20% segue para biodiesel. ''Ainda temos muito espaço para crescer no Paraná e no Rio Grande do Sul, em áreas com dificuldade para produção de trigo e milho e que hoje mantêm apenas cobertura de solo. Nesses casos, a canola se torna uma grande alternativa para o produtor'', afirma. (M.F.)

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