Bicho-da-seda reage
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sexta-feira, 06 de agosto de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Os dois últimos anos foram desanimadores para os criadores do bicho-da-seda. A concorrência com os produtos agrícolas fez com que muitos produtores abandonassem a atividade em busca de rentabilidade.
Pensando em incrementar o setor, 2,2 mil sericicultores paranaenses elencaram uma série de reivindicações aos governos estadual e federal e também à Associação Brasileira de Fiações de Seda (Abrasseda). As idéias surgiram durante um encontro estadual ocorrido em Nova Esperança (35 km a noroeste de Maringá).
Hoje, o principal gargalo da sericicultura é o preço recebido pelo casulo. Segundo o presidente da Associação dos Sericicultores de Alto Paraná (Asseapar), Domingos Ribeiro Souza, os produtores pedem que as empresas paguem até R$ 7,00/kg por um casulo com teor líquido de 15%.
Para o presidente da Associação Brasileira de Fiações de Seda (Abrasseda), Antônio Takao Amano, os produtores nunca estão satisfeitos. ''O atual preço de referência pago pelo casulo, R$ 5,10/kg, é bastante satisfatório, já que teve um aumento de 21% em relação ao ano passado'', disse. Segundo Amano, com o início da safra, na segunda quinzena de setembro, o preço médio pode chegar a até R$ 6,20.
Outra reivindicação considerada importante pela associação é a captação de recursos para que arrendatários e filhos de pequenos agricultores possam comprar terras para dar início à produção de casulos.
''Pleiteamos verbas para aquisição de insumos e renovação dos amoreirais, além de investimentos em máquinas e equipamentos para colheita e poda'', completou Souza.
Os sericicultores paranaenses ainda pedem que as contribuições feitas às associações e à federação de produtores, além das notas dos insumos utilizados na produção, sejam descontadas na entrega dos casulos. ''Também esperamos que os casulos entregues com atraso sejam considerados de primeira entrega'', pleiteou.
De acordo com Amano, a criação do bicho-da-seda é integrada: os produtores têm suas vendas garantidas, pois as próprias fiações fornecem as larvas, prestam assistência técnica e vendem os materiais para sericicultura a preço de custo. No entanto, ele reconhece o papel reivindicatório das associações. ''Pedir não ofende'', finalizou.


