Existem mais de 27 mil espécies no mundo e mais de 3 mil são nativas do Brasil
Existem mais de 27 mil espécies no mundo e mais de 3 mil são nativas do Brasil | Foto: Shutterstock



As orquídeas encantam os apaixonados por planta! O Orquidário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) trabalha com a família desde 1997. O Multi Agro desta semana foi até lá para saber um pouco mais sobre as pesquisas realizadas e as características dessas plantas!
As orchidaceaes, nome científico das orquídeas, formam uma das famílias mais diversas entre as plantas. Existem mais de 27 mil espécies no mundo e mais de 3 mil são nativas do Brasil. No Orquidário são feitas pesquisas nas áreas de cultivo e manejo. Rodrigo Hoshino, doutor em agronomia, conta que eles fazem semeaduras in vitro, melhoramento genético, além de pesquisas com fertilizantes e substratos para o produtor rural.
O preço da planta varia bastante, principalmente de acordo com a espécie. As orquídeas podem custar de R$ 20 até mais de R$ 200. Segundo Hoshino, a planta é valorizada no mercado porque o processo de cultivo é muito complexo.
A semeadura, se não for na natureza, deve ser feita in vitro. Não é possível germinar uma orquídea em casa, explica Hoshino. "Na natureza existe um complexidade de ações com fungos e bactérias que fazem com que a planta se desenvolva. Como a gente não tem isso disponível, é necessário fazer a semeadura in vitro", conta.

LABORATÓRIO
As plantas crescem dentro de um vidro – o meio de cultura com sais, açúcares e vitaminas, - em um laboratório por até um ano. Depois elas devem ser levadas a outro vidro, porque senão irão competir por espaço umas com as outras. Em seguida é feita a climatização para que elas se acostumem com o ambiente externo. "Na hora que você tira ela do vidro, ela vai sofrer um estresse. Então ela precisa de um berçário... Você coloca todas as mudinhas com musgo e substratos para que você consiga adaptar essa muda à condição externa", diz Hoshino.
A climatização da planta pode durar de três até seis meses. Depois desse processo, a orquídea vai para um vaso onde continuará a crescer. Mas é muito importante que a esterilização durante a semeadura in vitro seja feita da forma correta, porque senão fungos e bactérias podem se desenvolver no meio de cultura. Como esses micro-organismos crescem mais rápido, eles matam a orquídea que está nascendo.

EM CASA
Para quem tem orquídea em casa, Rodrigo passou algumas dicas para cuidar da planta. "Um erro bastante comum é irrigar muito. Ela é uma planta que vive apoiada nas árvores, então tem raízes que conseguem absorver água. Se você molha em excesso, você acaba apodrecendo as raízes", conta. No inverno, segundo ele, irrigar uma vez por semana já é o suficiente. Outra dica é não deixar sol direto na planta. "Ela gosta de receber claridade, mas se receber a incidência da luz direto, você vai queimar a orquídea", alerta o agrônomo.
Às sextas-feiras, o Orquidário da UEL é aberto para visitação. O público pode conhecer e comprar mudas de plantas. Todo o dinheiro das vendas é utilizado para a manutenção do local e das pesquisas.
O programa vai ao ar neste domingo (29), às 8h, na Multi TV (canal 20 e 520 da NET) e tem reprises diárias.

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