A rosa é uma das flores mais consumidas no mundo. No Brasil, ela também ocupa os primeiros lugares no ranking das preferidas pelos consumidores. São cerca de 40,63 milhões de dúzias por ano, que, no atacado, equivalem a aproximadamente R$221 milhões. Desse volume, produzido principalmente em Barbacena (MG) e Holambra (SP), 2% ou 812 mil dúzias, são consumidas no Paraná.
Apesar do mercado certo e da boa rentabilidade, a rosa ainda é pouco produzida no Estado. Em Londrina existe apenas um produtor, com área inferior a um hectare. Um dos maiores obstáculos é o clima, que não atende às exigências da planta. ‘‘Na realidade, isso não inviabiliza o cultivo da roseira, mas aumenta os custos, porque é necessário utilizar mais tecnologia’’, explica o agrônomo da área de horticultura e pós-colheita da Emater, Gervásio Vieira.
A rosa é uma das flores preferidas pelos consumidoresAlém disso, segundo Gervásio Vieira, seriam necessários investimentos em pesquisa para adaptação de cultivares e tecnologias às condições paranaenses. Apesar dessas dificuldades a Emater incluiu a rosa no Programa de Produção e Comercialização de Flores para o Paraná. ‘‘Sabemos que a floricultura é uma alternativa de diversificação concreta e rentável. Vamos incentivar o cultivo de flores, entre elas as rosas, na região de Londrina’’, diz.
OrigensAs roseiras mais cultivadas comercialmente no Brasil são originárias da Europa e da América do Norte. Por isso, as exigências climáticas são por temperaturas que variem entre 25ºC no período diurno a 18ºC no período noturno. Essas são condições ideais para que as roseiras produzam bem. Entretanto, pequenas variações de temperatura para mais ou menos são toleráveis pela planta.
‘‘Assim, com o uso de tecnologia adequada e cultivares mais resistentes, é possível cultivar roseiras e ter lucro mesmo em regiões consideradas impróprias’’, afirma o professor e pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, José Geraldo Barbosa. Ele cita o caso de Barbacena, que não apresenta as condições climáticas ideais, mas é a maior região produtora de rosas do País.
Por suas características, a roseira exige tratos culturais contínuos. As principais doenças aéreas são o mildio peronospora, a botrites, o oídio e a pinta preta. No solo, a planta é atacada pela fusariose e agrobacteriose. As principais pragas são os ácaros e a abelha-cachorro. Esses problemas são sérios e podem causar perdas drásticas, mas são controláveis com produtos químicos.
ProduçãoSegundo José Geraldo, a expectativa é que cada planta produza de 3 a 5 dúzias de rosas por ano. Nos campos, a roseira pode ser cultivada ocupando de 25 a 30 mil plantas por hectare. Em casas-de-vegetação, essa quantidade pode aumentar para 40 ou 50 mil plantas. ‘‘Mas o produtor que pretende iniciar o plantio, pode utilizar cerca de 1.000 metros quadrados. Antes, entretanto, é necessário pesquisar o mercado, para saber se o produto tem demanda’’, recomenda.
Uma das vantagens da roseira é sua produção contínua, florescendo cerca de 10 meses por ano. Assim, é possível ter retorno econômico contínuo. ‘‘Mas isso exige, também, solos de boa qualidade orgânica e ricos em nutrientes’’, diz José Geraldo. A recomendação é que o solo seja adubado a cada três meses. As cultivares mais indicadas para as condições de clima e solo brasileiros e que atendem as exigências do mercado interno são a red sucess, sonia, sandra e as híbridas de chá, como a oseana.
PerfumariaNo Brasil, a maioria da produção vai para floriculturas. A rosa é uma das preferidas para presentes e o consumo eleva-se em datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Natal. Considerada a rainha das flores, a rosa também tem outros destinos. Suas pétalas são utilizadas na extração de essências para fabricação de perfumes, sabonetes, cremes e outros produtos.

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