Beleza de encher os olhos
Durante os dez dias da feira, cerca de nove mil animais passam pelo parque para exposição e comercialização
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de abril de 2019
Durante os dez dias da feira, cerca de nove mil animais passam pelo parque para exposição e comercialização
Victor Lopes - Grupo Folha 

Por mais eclética que seja a ExpoLondrina – com diversas atrações – sem dúvida os visitantes, sejam do setor ou não, enchem os olhos quando se trata dos animais que já estão na feira para exposição e comercialização. Serão em torno de nove mil animais nesta edição, sendo 6,7 mil bovinos e o restante distribuídos entre equinos, suínos, ovinos, caprinos e outras espécies. Realmente, eles são os verdadeiros donos da festa.
Entre os bovinos, que possuem o maior espaço na feira, são seis mil animais para comercialização e 700 para exposição e julgamentos. Além das já tradicionais raças nelore, em torno de 500 animais expostos, o diretor de pecuária, Ricardo Rezende, relata que uma das novidades é uma raça austríaca bem peculiar, da região de Pinzgau. “A raça se chama Pinzgauer, que possui uma faixa branca bem característica. Um gado que serve para produção de gado e de leite.”
Já o senepol, raça taurina adaptada às condições climáticas brasileiras, participa da ExpoLondrina 2019 com um número mais representativo de animais do que em outros anos. São cerca de 50 cabeças expostas no pavilhão Willie Davids.
A raça participou da exposição pela primeira vez em 2009 e segundo o pecuarista Sadi Isper Filho, “este é o primeiro ano que o senepol terá um pavilhão somente dele, com todo o grupo de criadores do Paraná, de diversas regiões do Estado”. No espaço será montado ainda um lounge, onde os visitantes e produtores serão recepcionados. No Brasil, são aproximadamente 600 criadores da raça.
Entre os principais diferenciais do senepol, estão a capacidade dos touros em cobrir a vacada a campo, mesmo em regiões mais quentes e o alto grau de heterose em cruzamentos com outras raças, resultando em mais velocidade de ganho de peso, menos tempo de abate e bezerros mais pesados na desmama.
MERCADO
No que diz respeito à movimentação de mercado da pecuária, o diretor da SRP, Ricardo Rezende, explica que a queda de braço entre indústria e produtor continua forte. “Mesmo assim, há um deficit de animais para serem abatidos e o consumo mostra uma reação de mercado. Isso reflete na arroba, que hoje está no valor de R$ 150. A comercialização de animais para a reposição também está com bons preços.”
Em relação aos leilões, a expectativa são de 13 eventos ao longo da feira, mas com uma liquidez que chega a 98%. “Teremos animais de corte para recria e engorda. Haverá também dois leilões para genética (reposição de touros) e também dois leilões virtuais. Tudo depende do mercado, mas temos uma expectativa de melhora no faturamento entre 4% e 5%”, complementa Rezende.


