Bebida inspirou arte surreal
Fora a bebida existem ainda os produtos ligados ao café como óleos virgens à base de café, biscoitos para acompanhar a bebida, uma seleção de cafeteiras, torrefadeiras domésticas, moedores e acessórios. E continuar a falar a palavra café em Paris é adentrar num universo muito mais complexo do que cheiros e sabores. Do simples hábito de tomar um cafezinho ao palco de nascimentos de grandes movimentos como o surrealismo. Paris abraçou a palavra e a transformou em mais. Foi no famoso Cafe de Flore, no bairro Saint Germain de Prés, que nasceu o movimento surrealismo, por exemplo.
O grande poeta Apollinaire escolheu o lugar em 1913 para freqüentar e o transformou em redação. Mesmo com a chegada da Grande Guerra (1913-1918) ele não alterara nada seus hábitos. E em 1917 ele apresentaria Philippe Soupault à André Breton. Deste encontro de papos sobre os fundamentos do grupo dadaísta acaba nascendo a palavra surréalisme.
Passados anos, lugares célebres continuam a lotar seus interiores e suas calçadas e surge uma nova onda como a da rede de lojas Nespresso. Com a mesma proposta da Cafeoteca, mas extremamente mais comercial, a rede investe em publicidade ancorada pelo ator hollywodiano George Cloney. Apesar disso há uma preocupação com os sabores.
Existe um espaço onde os consumidores podem ver os tipos de café mais tops como os da Colômbia, Costa Rica e ainda preparar sozinhos suas fórmulas expressas através de embalagens tecnológicas e fáceis de serem utilizadas. (A.C.G.)





