14 de outubro de 1989

Não é sem razão que os cientistas brasileiros especializados em doenças da soja, os fitopatologistas, vivem às voltas com pesquisas que permitam um conhecimento profundo dos hábitos e das características de cada um dos patógenos que transmitem ou causam doenças às plantas de soja.

José Tadashi Yorinori é um desses cientistas. Nos laboratórios e nos campos experimentais do Centro Nacional de Pesquisa da soja - CNPSo, da Embrapa, em Londrina, ele não cansa de analisar e observar esses organismos microscópicos. É preciso conhecer muito bem cada um deles para se chegar a métodos de controle dos danos por eles provocados.

Apesar de minúsculos, os fungos, as bactérias e os nematóides são capazes de provocar prejuízos enormes nas lavouras como os registrados na safra passada , quando o Brasil deixou de produzir entre 4,5 e 7 milhões de toneladas de soja.

É Yorinori quem diz: os produtores brasileiros poderiam ter colhido muito mais que os 23 milhões de toneladas. Com um pouco mais de cuidado para não precisar dividir a produção com os patógenos, as lavouras certamente produziriam de 15 a 20% a mais de grãos.

O cuidado a que Yorinori se refere não é nada muito difícil e dispendioso aos produtores. São apenas algumas técnicas há muito testadas e recomendadas pela pesquisa, como o tratamento e o plantio de sementes sadias. Esta prática, segundo o pesquisador é o primeiro passo para garantir a produção de soja.

O cuidado com a exploração racional do solo é outra prática simples e eficiente para se evitar a proliferação de doenças, principalmente as causadas por fungos - a especialidade de Yorinori.

Imagem ilustrativa da imagem Batalha desigual
| Foto: Sérgio Ranalli/Reprodução
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