Campinas - Diretores da empresa alemã de produtos químicos e defensivos agrícolas Basf anunciaram no fim de junho, em Campinas, interior de São Paulo, os números de investimentos e faturamento da companhia na América Latina e restante do mundo no ano passado. Os representantes de um dos principais players do setor se mostraram bem satisfeitos com os dados apresentados, apesar de admitirem uma acomodação da economia brasileira - que tem influenciado o agronegócio – em 2015.
Dentre os dados mostrados à imprensa, a Basf comercializou em 2014 - em todos os segmentos que atua, incluindo produtos químicos, óleo e gás e agronegócio - o valor de 74,3 bilhões de euros. Na América do Sul, foram vendidos 3,5 bilhões de euros, sendo o agronegócio responsável por 33% deste montante. No mundo, como um todo, o agro representa apenas 7% das vendas da marca. "A expectativa é que em 2015 nossas receitas na América Latina atinjam 9 bilhões de euros", projetou o membro da junta diretiva da Basf Harald Schwager.
No que diz respeito à área de proteção de cultivos, o faturamento foi de 5,4 bilhões de euros no ano passado, com a América Latina responsável por 24% desse valor. "Queremos atingir este ano a marca de 6 bilhões de euros e, em 2020, 8 bilhões de euros. Precisamos investir em mercados emergentes, pessoas e ativos para atingir estes números", declarou o presidente da Basf da área de proteção de cultivos, Markus Heldt.
Especificamente para Brasil, o número mais claro apresentado foi em relação aos investimentos de 100 milhões de euros projetado para o biênio 2014-2015. Em junho, duas plantas para a produção de herbicidas sólidos entraram em operação na cidade de Guaratinguetá (SP). "Se o mercado brasileiro é um grande importador de defensivos agrícolas, estamos nos consolidando como uma exceção. Com a inauguração dessas plantas, e mais uma de inoculantes em Curitiba, que adquirimos de uma empresa há dois anos, nos consolidamos como o maior exportador de defensivos do País", ressaltou o vice presidente senior da Basf, Eduardo Leduc.
Outra novidade é que a empresa alemã agendou para agosto o lançamento oficial do seu novo produto, uma soja transgênica intitulada Cultivance, que está sendo desenvolvida em parceria com a Embrapa. "Não podemos dar mais detalhes, mas ela será uma alternativa consistente para o combate de ervas daninhas resistentes. Em abril, a tecnologia foi aprovada na União Europeia e para a safra 2015/16 vamos começar a produção de sementes", complementou o vice-presidente da Basf da unidade de proteção de cultivos, Francisco Verza.
N O jornalista viajou à Campinas a convite da empresa

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