Basf anuncia compra de pacote tecnológico
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sexta-feira, 18 de abril de 2003
Cláudia Barberato<BR>Reportagem Local 
São Paulo - O cenário otimista para a agricultura brasileira em 2003, especialmente no caso da soja, que deverá ter sua área ampliada em todo o País na próxima safra, faz com que as empresas de insumos agrícolas apostem em novos investimentos. A afirmação é do diretor de Negócios Divisão Agro da Basf no Brasil, Maurício Marques.
A Basf voltou a falar em disputar a liderança do setor de defensivos esta semana, em São Paulo, ao anunciar a recente aquisição, por US$ 1,33 bilhão, de um pacote de defensivos que a Bayer foi obrigada a vender após incorporar globalmente a Aventis CropScience. Neste pacote está o ingrediente ativo fipronil, usado na formulação de diversas marcas comerciais de inseticidas, além de fungicidas para o tratamento de sementes. Com a aquisição, a Basf incorpora vendas anuais mundiais da ordem de US$ 500 milhões, dos quais US$ 60 milhões no Brasil.
Segundo Marques, a aquisição do pacote tecnológico representa para a empresa um aumento na participação do mercado de defensivos no Brasil, hoje em 12%, para 15% já em 2003.
Com a compra do fipronil, inseticida ''líder de mercado'', utilizado nas cultura de cana, arroz, soja, trigo, algodão, milho, reflorestamento e controle de pragas urbanas, a empresa espera conquistar a liderança e projeta, garante Maurício Marques, para 2006, 25% de participação na venda de defensivos no mercado brasileiro.
A empresa, de acordo com Maurício Marques, acredita no aquecimento do setor agronegócios em 2003, impulsionado pela alta nos preços das commodities, ampliação das áreas de soja e a capitalização dos agricultores. De olho neste crescimento a empresa também trabalha no lançamento de novos sete produtos este ano: seis fungicidas para uso nos hortifruti e um herbicida para a cultura do arroz.
Dentro deste cenário de otimismo, de acordo com Maurício Marques, o Paraná é um Estado estratégico para a empresa, ''dado o avanço das áreas de soja no Arenito, ocupando áreas de pastagens, e na ampliação do cultivo da cana no Norte do Estado.''
Segundo ele, o Paraná representa 20% das vendas da empresa no mercado brasileiro. ''O agricultor paranaense é bastante tecnificado no manejo da lavoura.''
No Paraná a empresa mantém 30 agrônomos e desenvolve parcerias com universidades de Londrina, Maringá e Ponta Grossa, e instituições de pesquisas como Iapar e Embrapa, além da Codetec no Oeste do Estado, visando a aplicação adequada de defensivos com ''objetivo de ajudar a agricultura na produção de alimentos de boa qualidade e melhorar a produtividade das culturas.''
A jornalista viajou a São Paulo a convite da Basf.


