Bardana
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de outubro de 2002
Máximo Ghirello (*) 
Hoje vamos conhecer a Bardana (Arctium lappa L.) uma erva com ação influente para doenças crônicas da pele. É uma erva associada ao meridiano do coração e intestino delgado.
Nome Científico: Arctium lappa L.
Nomes populares: Bardana, Orelha de gigante, Gobô, Erva dos Tinhosos, Pergamassa.
Família: Asteraceae (Compositae)
Habitat - Nasce ao redor das habitações. Está bem aclimatada no Brasil. Não tem preferência quanto ao clima.
Característica da planta (aspecto agronômico) - Herbácea bienal que atinge de 50cm a 2m de altura, com raízes grossas e caule forte. As folhas são basilares no 1º ano e no 2º ano aparece um caule floral bastante ramificado, de até 1,5m de altura, mole esbranquiçada. Flores pequenas, violáceas, em capítulos florais, que formam o fruto sem papilho, no formato de uma bola com falsos espinhos que aderem à roupa e ao pelo dos animais, sendo uma planta invasora.
História - Origem Européia, sendo muito comum em Portugal, França, Itália e Japão. Na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem aclimatada no Brasil.
Composição química - Óleo essencial (arctiol) com 45% de imulina, taninos, mucilagens, resina, polifenóis, ácidos graxos, sais minerais, carbonato e nitrato de potássio, composto antibiótico (semelhante à penicilina), um glicosídeo denominado lapina, fetosteróis ( B- sistosterol e estiqmasterol), ácidos orgânicos.
Terapêutica - A principal indicação terapêutica da bardana é em doenças crônicas da pele. Sua ação sobre as afecções da pele pode ser explicada pela presença de um princípio antibiótico eficiente sobre bactérias como estafilococos e estreptococos, sendo muito ativo em afecções do tipo furunculose e acne; permitindo a cicatrização de muitas feridas e ulcerações.
Tem ação fungicida, (que destrói fungos), sendo eficiente para tratamentos de enfermidades no trato genital.
Possui também propriedades diuréticas e sudoríficas auxiliando em processos reumáticos e gostosos, além de auxiliar a eliminação de ácido úrico.
Apresenta também uma marcante ação depuradora do sangue.
Aumenta a secreção biliar e hepática através de sua ação coleréteca (que ativa a produção e a secreção da bílis).
Cultivo - O plantio é feito por sementes, nas estufas de sementeira. Para facilitar a retirada da raiz, costuma-se cultivar em barrancos ou em caixotes retangulares de mais ou menos 50 cm de altura.
A raiz deve ser coletada no 2º ano de cultivo e a folha antes da floração.
De preferência devem se consumidas quando frescas, pois reúnem os seus melhores valores terapêuticos. As folhas podem ser secas à temperatura ambiente. Rasgue as folhas para a secagem.
As raízes também devem ser picadas antes da secagem. Para cada m2 pode-se colocar 1 ou 2 mudas.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco em partes iguais. Prefere solos arenosos e férteis.
Não tem preferência quanto ao clima. Regar uma vez ao dia.
Na próxima edição, informações sobre modo de usar.
(*) O autor é especialista em plantas medicinais e idealizador do Herbarium Maximiliano (Campinas/SP). (19) 3258-4741- 910-32202
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