Cristina Côrtes
De Londrina
Originária do Japão, a bardana é conhecida pelos seus efeitos cicratizantes e no tratamento de furúnculos, abscessos, acne e terçol. É uma planta bianual, herbácea, que pode atingir 1 ou 1,5 metro de altura. As folhas são ovais e as flores podem ser encontradas nos tons azulados ou arroxeados.
CultivoNos seus aspectos agronômicos, tem bom desenvolvimento em locais úmidos. Propaga-se por sementes. Deve ser cultivada em solos onde seja facilitada a colheita das raízes; portanto, o solo deve ser bem preparado (macio) ou apresentar textura mais arenosa (leve).
IndicaçõesTodas as partes desta planta são indicadas para uso. As raízes, por exemplo são as mais utilizadas, mas somente depois de um ano de cultivo. São usadas também as flores e folhas secas. A bardana tem característica hipoglicemiante, depurativa, aumenta a secreção de bílis, é diurética e sudorífica. É bastante usada como cicatrizantes, para tratamento de furunculose, abscessos, acne e terçol. Ajuda no tratamento de queda de cabelo e enfermidades da pele, por exemplo, micose de unhas e frieiras.
Pelo processo de decocção deve-se ferver 10 gramas de raízes para 1 litro de água. Tomar 2 a 3 xícaras (chá) por dia, adoçando com mel, após esfriar.
Como cataplasma usam-se as raízes frescas amassadas. As compressas podem ser feitas, fervendo 20 gramas de raízes frescas em 1 litro de água. Aplicar 3 a 4 vezes ao dia nas partes afetadas. E por infusão pode-se fazer o chá com uma colher (sopa) de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras (chá) ao dia.
Lembramos que os diferentes tipos de preparo interferem na retirada dos princípios ativos das plantas. O chá por decocção é aquele feito por fervura e normalmente é utilizado quando a parte indicada da planta é a raiz. As folhas e flores, no entanto, são mais utilizadas nos chás por infusão, que é o preparo adicionando-se a água fervente sobre folhas frescas ou secas e picadas.
Os cataplasmas são feitos com a massa úmida e mole e se destinam à aplicação sobre a pele, para reduzir a inflamação ou exercer ação revulsiva, ou seja, que desloca o ponto inflamado para outra região do organismo. Geralmente são preparados com farinha de linhaça e água. Deve ser aquecida em fogo brando até formar uma pasta mole. Daí a planta medicinal pode ser incorporada, a essa pasta mole, por trituração da parte usada. Aplica-se a pasta sobre a área lesada.
As compressas também são preparações para uso externo. São feitas com pedaços de pano ou gaze embebidos em chá ou sumo da planta e aplicadas diretamente no local afetado.
Fontes‘‘Plantas Medicinais’’, publicação do Grupo Entre Folhas, da Universidade Federal de Viçosa (MG). Com divulgação através do CD ‘‘Plantas Medicinais produzido pela Agromídia Software Empresa da Incubadora de Base Tecnológica da Universidade Federal de Viçosa (MG). E ‘‘Noções de organismo humano e utilização de plantas medicinais’’, uma publicação da Universidade Estadual de Maringá.
Outras informações e sugestões pelo telefone (operadora) 43-374-2118, com Cristina Côrtes ou pelo fax (operadora) 43-339-1412 ou e-mail: frural @folhaweb.com.br

mockup