O superintendente regional do Banco do Brasil em Londrina, José de Mesquita Filho, informou que a instituição oferece alguns serviços para complementar o custeio da safra. Uma das opções é a Cédula de Produto Rural (CPR), contratada com um investidor que se comprometa a pagar antecipadamente pela produção, recebendo o volume de produto referente ao investimento após a colheita. Também é possível realizar a troca de taxa de juros com o investidor, que paga pela safra e no final recebe o produto ou o pagamento com juros. O custo é baseado no CDI, que na semana passada estava em torno de 22% ao ano.
Outra alternativa, ainda pouco conhecida pelos agricultores, é o contrato de opções sobre futuros. Se um produtor deseja proteger o preço da soja, por exemplo, adquire um contrato de opção de venda (referenciado pela Bolsa de Mercadorias de Chicago) e paga um prêmio, adquirindo o direito de receber a diferença positiva entre o preço de exercício da opção e o preço futuro do produto em Chicago. Na data do exercício, se o preço futuro estiver abaixo do contrato, o produtor exerce sua opção de venda e recebe a diferença.
Se o preço futuro estiver acima do contrato, o produtor não exerce sua opção, arcando apenas com o preço pago pelo prêmio.''Funciona como um seguro para o preço'', explicou, lembrando que a transação não envolve a entrega física do produto agropecuário. (C.A.)

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