O Iapar planejou, para o estande que montou na Exposição, uma mostra diferente do que comumente apresenta em eventos do tipo. Segundo o coordenador da área de difusão de tecnologias do Iapar, Marcos Valentim Ferreira Martins, desta vez o instituto pretende dar mais destaque para a questão da agroecologia com a tema ‘‘Preservação e desenvolvimento de recursos genéticos’’. A mostra reúne uma parte do banco genético que o Iapar montou ao longo dos anos, com variedades – vindas do mundo todo – de algodão, feijão, milho, café e trigo, além de recursos genéticos das raças bovinas Caracu e Purunã, esta desenvolvida pelo próprio Iapar.
Segundo Martins, o banco genético do instituto é um dos mais completos da América Latina e serve de base para que os pesquisadores possam desenvolver novas variedades. ‘‘Como nós temos muitos contatos com pesquisadores do mundo todo, fazemos uma troca de gentilezas: recebemos e mandamos material genético, a maioria sementes. Aqui, elas são preservadas a baixíssimas temperaturas.’’
Segundo ele, a variedade de café Iapar 59, que oferece resistência à ferrugem, está sendo desenvolvida a partir de sementes de cafés do mundo todo, que historicamente ofereciam mais resistência à doença. ‘‘Com isso, além de evitar a ferrugem, vai evitar que se lance milhões de quilos de fungicidas na natureza, haja uma melhoria nos uso de recursos energéticos e de meio ambiente, poupando também recursos humanos’’, explica. (T.E.)

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