Hoje, o Centro conta com o maior banco de germoplasma de cana do mundo, cerca de 4,5 mil sementes bem guardadas na unidade onde são feitos os cruzamentos artificiais, na Bahia.
''Escolhemos um local entre Ilhéus e Salvador, onde as condições climáticas para o florescimento da cana-de-açúcar são ideais'', explica o engenheiro agrônomo Tadeu Andrade, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do CTC. É na fase de florescimento da planta que é possível conduzir a polinização para dar andamento à pesquisa.
Depois de feito o cruzamento na Bahia, as mudas são levadas para Piracicaba, onde são cultivadas em estufa, numa continuidade do programa de melhoramento genético, que leva, em média, dez anos para lançar uma nova variedade comercial.
Nas estufas, as famílias de plantas são cultivadas em diferentes estágios e são descartadas até que um único indivíduo reúna todas as qualidades necessárias para a nova variedade. Este processo dura, em média, dois anos. Só então, a cultivar é plantada em campo, onde permanecerá por mais, pelo menos, cinco anos. Nessa fase, a variedade também é cultivada, de forma experimental, nas usinas. (M.G.)

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