Bambu gigante
A espécie utilizada no experimento do Iapar foi oBambusa tultoides sps.19, da coleção do Iapar, proveniente de uma seleção feita pelo Inastituto Agronômico de Campinas (IAC). Esta espécie leva aproximadamente três anos para chegar ao ponto de corte, e além de poder ser utilizada na proteção de lavouras de café, tem outros usos no setor industrial, por ter como características ser grosso e resistente.
Segundo o pesquisador do Iapar, Rodolfo G. Monice, que tem se dedicado a pesquisa desse bambu, a melhor forma de fazer sua propagação, sem prejudicar a planta-mãe, é cortar o colmo em forma de tolete, contendo duas gemas. Para melhorar a brotação, temos feito um furo com furadeira neste tolete, enchemos de água e enterramos a 10 centímetros, explica Rodolfo. Em três meses, apresenta broto e enraizamento e daí pode ser levada para o plantio no lugar definitivo.
A melhor época para produção de mudas é na primavera. Apesar da planta não ser sensível ao frio, a temperatura baixa reduz o desenvolvimento, explica o pesquisador. Mas depois da muda pronta, pode ir para o campo em qualquer época. Deve ser utilizado um de 5m por 5m. Pode ser plantada em beiradas de carreador e próxima a minas para também servir de proteção ambiental. O pesquisador explica ainda que não tem informações sobre a comercialização de mudas, mas o Iapar está formando um matrizeiro, para fornecer um pouco de material para os produtores interessados, a partir do ano que vem. (C.C.)





