''Balanço Social'' da Ocepar
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de dezembro de 2003
Oswaldo Petrin<br> Reportagem Local 
''Se a cooperativa, para ser mais eficiente, excluir de seus quadros os cooperados menos eficientes - e que por isso representam maiores custos à instituição -, é melhor transformar-se em empresa comercial''.
A afirmação é do presidente da Organização das Cooperativas do Paraná, Ocepar (Sistema Ocepar), João Paulo Koslovski, no ''Balanço Social 2003'', de 88 páginas com informações das filiadas, seu desempenho e seus produtos mais importantes.
Segundo Koslovski, a essência do movimento cooperativista está no seu compromisso com o desenvolvimento integral dos seus integrantes, independnete de sua condição social, do quanto possuem, do seu grau de instrução e do quanto que podem agregar em recursos à empresa cooperativa.
O presidente da Ocepar conceitua o seguinte: As cooperativas têm características peculiares, diferentes das empresas mercantis convencinais. Elas são regidas por princípios que priorizam o desenvolvimento social e econômico dos seus integrantes.
No entanto - observa - as cooperativas só podem atuar socialmente depois de terem sucesso econômico. Mas, ao mesmo tempo, para terem maior sucesso econômico, se obrigam a realizar investimentos sociais, sobrecarregando seus compromissos financeiros.
Isso não tem impedido, no entanto - ressalva -, a expansão do movimento cooperativista e o seu reconhecimento, especialmente pelas comunidades do interior onde estão mais presentes, como instituições promotoras do desenvolvimento e da redistribuição da renda.
As cooperativas vêm atuando com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentado das comunidades onde estão inseridas para tansferir aos associados o desenvolvimento econômico alcançados pelas empresas. É uma forma de superarem a incoerência de serem empresas ricas com associados e coablradores pobres - afirma.
Sobre o relatório, Koslovski informa que ele inclui novas ações desenvolvidas pelas cooprativas neste ano. Reconhece, porém, que é impossível, num universo de 204 cooperativas atuando em centenas de frentes, retratar todas as ações.
Os números sobre o desempenho das cooperativas do Paraná em 2003 (crescimento de 30%) foram publicados na edição anterior da Folha Rural.
Setor forte - As cooperativas do Paraná representam cerca de 52% da economia agrícola do Estado e participam de forma intensa em todo o processo de produção, beneficiamento, armazenamento, industrialização e comercialização. Também são instrumento de difusão de tecnologias que ajudam colocar o Paraná na liderança na produtividade agrícola. As cooperativas são, em muitos municípios do Paraná, as mais importantes empresas locais, maiores empregadoras e geradoras de renda. Com a integração dos produtores em cooperativas, organizou-se a produção, reduzindo a ação de intermediação no mercado.
O relatório observa ainda: com processamento da produção, o Paraná saiu da condição de exportador de matérias-primas para exportador de bens de consumo, agregando valor à produção primária.


