Terminam, ao mesmo tempo, um ano bom e um longo período de dificuldades. O governo FHC exigiu sacrifícios da agricultura sem dar contrapartida. Neste último ano, porém - muito mais por acidente macroeconômico do que por qualquer ação do governo -, o agronegócio apresentou resultados positivos.
No Paraná, a disparidade cambial proporcionou ganhos fantásticos às cooperativas. O agronegócio brasileiro teve neste 2002 o melhor desempenho desde 1995. De janeiro a outubro, o PIB do agronegócio, que mdede o total de riquezas produzidas no setor, cresceu 5,96% em relação ao ano passado - dados da CNA.
O agronegócio - tudo o que acontece comercialmente da porteira para dentro e da porteira para fora, inclui comércio de insumos e equipamentos, industrialização de grãos e carnes e exportação - tem sua melhor liquidez dos últimos anos.
Em parte, o aumento da renda da agricultura é consequência de uma alta dos preços no mercado internacional. A soja, por exemplo, deverá render 32,2% a mais que no ano passado.
Mas nem todos participam desse bolo.
Dados confiáveis mostram que 70% dos produtores paranaenses venderam o milho por R$ 13,00/saca até julho. Menos de 8% conseguiram os bons preços de outubro e novembro. As indústrias sim nadaram de braçada.
Com o leite ocorre o contrário, os menos tecnificados - porque não usam insumos modernos - ficaram fora das altas dos insumos por causa do dólar.
Já a pecuária de corte está festejando.

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