Baixo plantel eleva custos de produção
A cooperativa Copercapanna possui hoje 20 cooperados que somam um plantel de 3,5 mil matrizes. O produtor e atual presidente da entidade, Ricardo Luca, afirma que seria necessário mais animais para dar conta da demanda, mas para isso é preciso mais dinheiro. Segundo o ovinocultor, a cooperativa abate em torno de 30 a 35 animais por semana. Contudo, afirma ele, o ideal de oferta seria de 100 animais por semana.
Luca explica que o baixo plantel eleva os custos de produção, principalmente no que diz respeito aos insumos e ao transporte da produção. Para não ficar no prejuízo, a cooperativa está buscando vender cortes e não peças inteiras para agregar valor ao produto. Além disso, ele destaca que é necessário cobrar mais caro ao consumidor pela carne do cordeiro devido à escassez de oferta.
"Se houvesse mais escala, o valor do cordeiro no mercado reduziria para o consumidor e elevaria a margem de lucro do produtor", observa Luca. O presidente da cooperativa enfatiza que o Paraná está buscando melhorar a sua genética, principalmente na adição de animais precoces.
Recursos
Rodrigo Murate, produtor cooperado da Coopercapanna, afirma que se o governo do Estado liberasse a verba para a cooperativa ajudaria a melhorar a falta de oferta de animais e reduziria os custos de produção para os cooperados. Como é médico veterinário, Murate possui uma despesa a menos. "Com dinheiro, o produtor trabalha mais sossegado."
Em sua propriedade, localizada no município de Arapongas, Murate possui 200 matrizes, onde comercializa a produção em açougues e restaurantes da região. Além da baixa oferta, Murate reclama da informalidade que é, segundo ele, uma concorrência desleal. "Quando formalizamos a atividade você é obrigado a arcar com os custos de notas e outros encargos, o que não acontece nos clandestinos", lamenta o ovinocultor, que cobra mais fiscalização do poder público para acabar com o abate ilegal. (R.M.)





