O tenente-coronel João Jorge, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Apucarana, admite que o efetivo é muito pequeno. Ao todo, são apenas dois policiais para atender a zona rural.
O comandante argumenta que esse problema ocorreu devido à falta de investimentos em segurança pública em governos anteriores. Jorge revela que a criação de um Conseg Rural na região é uma ideia muito bem-vinda. ''A polícia está de braços abertos para atender o primeiro Conseg Rural do Paraná'', sublinha. Contudo, Jorge pede mais apoio por parte do governo do Estado, especialmente investimentos em infraestrutura e efetivos para atender à comunidade rural.
O grande alvo das quadrilhas que atuam na região, segundo o presidente do Conselho de Segurança Comunitário (Conseg) Rural de Apucarana, Renato Franciscon, são animais, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos. ''Entre os meses de maio e junho, por exemplo, registramos na região um alto índice de furto de bovinos'', ressalta.
Franciscon comenta que coibir esse tipo de crime é uma tarefa difícil, já que as quadrilhas são muito bem organizadas. Ele explica que os animais roubados em uma determinada propriedade são distribuídos para diversos receptadores, o que dificulta o trabalho da polícia. O presidente do Conseg Rural, também reclama do número insuficiente de policiais para cobrir toda a zona rural. Ele cita a Patrulha Rural, sistema de vigilância criado no governo estadual anterior, que também não possui efetivo suficiente. O presidente reforça que, de acordo com a polícia militar, boa parte das quadrilhas é formada por indivíduos que moram na cidade.
Franciscon frisa que ações mais violentos, que envolvem agressões e cárcere privado, são mais difíceis de serem resolvidos. ''Em nossa região, temos viaturas suficientes para atender à população rural, entretanto, o número de policiais é insuficiente'', afirma.
Franciscon complementa que a criação de um batalhão exclusivo para atender à zona rural poderia ajudar na segurança dos produtores. Jorge enfatiza que a corporação também é a favor da criação da corporação. Renato Franciscon reclama que na maior parte das vezes a polícia dá mais prioridade para as ocorrências da zona urbana do que na rural. ''O trabalho do Conseg será exatamente cobrar mais ação das autoridades e voltar as suas atenções para a nossa comunidade'', enfatiza Franciscon.
Procurada pela reportagem, a diretoria da Polícia Militar do Estado Paraná afirmou não poder se pronunciar por estar em fase de transição de comando. (R.M.)

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