O coordenador estadual do Projeto Café do Emater, Cilésio Demoner, afirma que quanto maior a produtividade, menor o custo de produção. Com produtividade de 10 sacas por hectare, o custo de colheita é de R$ 540 por saca. Já em uma lavoura com produção de 40 sacas por hectare, o gasto cai para R$ 275 por saca. ''O que determina a realização da 'Safra 100' é a média de produções anteriores, a previsão para a próxima, o custo de produção e o preço do café'', avalia. A média estadual é de 23 sacas por hectare, volume ligeiramente inferior ao registrado em 2010 (28 sacas por hectare).
O responsável técnico pelo setor de café do Deral, Paulo Sérgio Franzini, revela que em 2011 o café está no ciclo de safra baixa no Estado. Segundo ele, a mão de obra é responsável por 51,29% dos custos totais de produção em uma lavoura com produtividade média de 40 sacas por hectare com cultivo adensado. ''A média para colheita manual é de R$ 8 a R$ 15 por saca, mas a maioria cobra entre R$ 10 e R$ 12 no Estado'', revela. Já a colheita mecanizada varia de R$ 2,50 a R$ 3,80 por saca de 60 litros no Paraná.
Preços
Franzini informa que a média paga ao produtor paranaense em 2011 é de R$ 398 por saca. O preço pago em maio foi de R$ 444,48 por saca de café beneficiado. No mesmo período de 2010, o valor era de R$ 227,35, um aumento de 95,5% em um ano. O responsável técnico do Deral argumenta que a elevação de preços é consequência da falta de café do mercado internacional. ''No mercado mundial há um aumento significativo de falta de café. A produção estabilizada e o consumo aumentando, deixam os estoques baixos'', justifica.
Por esse motivo, ele alega que a rentabilidade é positiva, principalmente nos casos em que a produtividade é superior a 30 sacas por hectare. Ele também ressalta a valorização dos cafés de qualidade, que chegam a remunerar o produtor com até R$ 520 por saca.(M.F.)

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