Bagaço de laranja é fonte emergencial
No ano passado o pecuarista Rubens Accorsi, de Londrina, além de comprar o bagaço de laranja para suplementar o rebanho de sua propriedade em Paranavaí, no Noroeste do Estado, se tornou um fornecedor do produto para outros pecuaristas.
Accorsi firmou uma parceria de cinco anos com a Cooperativa Agropecuária de Rolândia (Corol) na qual vende o subproduto da indústria de suco da cooperativa. A venda acontece a partir de junho, quando inicia a safra de laranja e o funcionamento da indústria de suco da cooperativa. Em 2002, segundo Accorsi, 250 produtores compraram o produto. Este ano ele promete um produto ainda mais seco, com baixa umidade, já que a cooperativa comprou máquinas que permitem extrair ainda mais o sumo da laranja.
O agrônomo Antônio Ledesma, que trabalha com Accorsi, garante que o bagaço de laranja tem uma composição nutritiva semelhante à silagem de milho e em nada altera o desenvolvimento ou produção dos animais, podendo ser utilizando como alimento alternativo tanto para gado de leite como para gado de corte.
O técnico avisa que o pecuarista que não quer usar diariamente o produto pode ter no bagaço uma fonte emergencial, no caso de um inverno muito seco. O bagaço, segundo ele, pode ser amontoado no campo e fornecido no cocho diariamente aos animais separados em piquetes, ou até ser transformado em silagem.





