As doenças bacterianas em suínos, basicamente, são provocadas por temperatura alterada dentro das instalações, maior densidade dos animais (número exagerado por área), tipo de sistema de criação adotado (dentro ou fora, em baias por categoria, entre outros), limpeza e higiene, além de desinfecção do local quando os animais são retirados e destinados para abate.
Em cada granja é preciso avaliar as condições de manejo e sistema de produção, para evitar maiores problemas com os animais. O produtor pode organizar-se melhor e torna mais profissional sua atividade. Um começo é seguir a orientação de um veterinário da área.
Muitas vezes é preciso avaliar a necessidade de vacinação e ficar atento até ao número de espirros e tosses dos animais e examiná-los. Também no momento do abate é preciso notar o número de lesões no animal. A pleuropneumonia, por exemplo, que pode causar 50% de mortalidade, provoca lesão de pulmão e atraso do crescimento. O desenvolvimento do animal também é afetado e o ganho de peso reduzido em 16%, além de 25% a menos de conversão alimentar.
Em casos de leve incidência, muitas vezes não vale a pena gastar com vacinação. É preciso fazer uma análise do sistema de produção e organizar o manejo do rebanho, com divisão correta por categorias, baias, maternidade, engorda, entre outros.
No caso de doenças provocadas por vírus, muitas vezes o produtor terá que conviver com o problema e tentar maneiras de minimizá-los. A doença virótica de aujeskzy tem várias formas de ‘‘ataque’’ e provoca basicamente problemas reprodutivos, ocasionando abortos e a forma mais crônica da pneumonia piora o estado do animal.
A influenza, outra enfermidade virótica, é como uma gripe nos animais e pode piorar o quadro das doenças bacterianas. Não tem tratamento e é semelhante a uma gripe em humanos. Os grandes empreendimentos de criação de suínos já têm trabalhado com animais livres de infecção, controlando a incidência de doenças bacterianas e, muitas vezes, amenizando as viroses.
Em granjas mais especializadas, normalmente o aparecimento dessas doenças está controlado e em muito casos elas estão até erradicadas. Granjas com integração já possuem uma administração com orientação técnica e utilizam tecnologias disponíveis para manter a sanidade dos animais. (C.B.)

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