Babosa - Máximo Ghirello (*)
Hoje vamos falar da Babosa que atua no meridiano dos Rins e bexiga
Nome científico: Alóe Vera L., Alóe Barbadensis, Alóe Arborescens Mill.
Nome popular: Alóe, Babosa.
Família: Liliaceae.
Habitat: A babosa prefere locais ensolarados, não se adapta a solos muito úmidos e é sensível a geadas.
Características da planta (aspecto agronômico)- Herbácea que atinge até 60 cm de altura, de folhas carnosas, alongadas, com espinhos e com final de pontas agudas. Existem espécies que apresentam flores vermelhas em cachos ou flores amarelas.
Composição química - Derivados antracênicos em partes liberados (1% antroquinonas livres) e em partes combinados na forma glicosídica (10 - 30% de antroquinonas), tendo como elemento principal a aloína (barbaloína ou aloemodineantrona glicosídeo), presente entre 5 - 25%, além de emodina e aloinose. Possui uma apreciável quantidade de ácido crisofânico (0,05 - 0,5%).
Enzimas - celulase, carboxipeptidase, catalase, amilasa, oxidase.
Aminoácidos - amino - ácidos.
Vitaminas- B, C e E.
Sais minerais - Ca, K, Na, Cl, Mn, Al. Além de grande quantidade de ingredientes inativos, incluindo resinas e óleos voláteis (16 - 63%). Mucilagens e taninos.
Propriedades terapêuticas - Problemas digestivos (estomacais, hepáticos, vesiculares, intestinais e prisão de ventre): coloque 1 fatia pequena da folha fresca em 1 copo de suco batido no liquidificador. Tomar de manhã, durante 15 dias. Para queda de cabelo; caspa, brilho nos cabelos, lave as folhas frescas, tire a casca, ficando somente a polpa gosmenta (mucilagem). Coloque uma porção da polpa em um copo de água fervente. Abafe por 15 minutos e coe em um peneira. Lave a cabeça e, em seguida, aplique essa gosma no couro cabeludo, massageando ligeiramente. Deixe agir por mais ou menos 1 hora e enxágue a cabeça com água quente ou morna.
Para inflamações; queimaduras, erisipelas, eczemas e psoriase: retire o espinho e a casca de 1 fatia da folha e coloque a polpa branca em um pilão. Amasse bem, até adquirir uma consistência pastosa. Aplique 3 vezes ao dia sobre o local afetado e cubra com papel manteiga. Deixe agir durante 1 hora, e em seguida, lave com água fria.
Para hemorróidas (fissura anal) coloque 1 colher (sopa) de polpa branca da folha fresca em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Ainda morno faça banho de assento com massagens suaves, á noite. Deve ser repetido várias vezes, até desaparecerem as hemorróidas.
Podemos usar a folha em corte para todos os problemas da pele. Sobre a pele a Alóe age formando uma camada protetora, refrescante, como amplo uso cosmético e medicamentoso.
Para problemas renais, pé de atleta, aumenta o fluxo menstrual quando usado em pequenas doses, cicatrizante de pequenos ferimentos.
Modo de usar - Uso interno: consumir uma fatia pequena da folhas fresca em sucos e vitaminas, uma vez ao dia, durante 15 dias. Uso tópico: usar a mucilagem (a polpa) direto no local afetado.
As formas de uso estão acompanhando as propriedades terapêuticas no item anterior. (Receitas)
Fitocosmético - Desodorante, removedor de maquilagem, fortalecedor do couro cabeludo e no tratamento da seborréia. Aplicado em loções após barba, produtos para peles flácidas, condicionadores capilares, como preventivo de rugas, produtos para peles secas e cabelos secos ou com caspa. Xampus para cabelos secos e anticaspa, sabonetes, cremes e loções faciais, mascaras de beleza, bronzeadores, produtos após o sol para o corpo, lábios e mãos, produtos infantis, para peles sensíveis e delicadas: até 30% de gel fresco. Na forma de pó é usado em talcos, sais de banho, sabonetes e detergentes.
Ervas de corte - Manter sempre uma folha fresca cortada no refrigerador caso precise usar com urgência, cortes, queimaduras e outros acidentes nos lares.
Contra indicação (precauções) - É contra indicado seu uso interno durante a gravidez, aleitamento, menstruação, cistites e desinterias. Não deve ser administrado internamente em crianças. Evitar o uso de altas doses. Procurar seguir a posologia recomendada.
Partes da planta empregada - Polpa branca (folha)
Cultivo - A reprodução é feita por mudas (filhotes) que crescem na base da planta mãe. Devem ser retirados e colocados em um viveiro para melhor aproveitamento posterior. As mudas costumam ficar um período de 2 meses para melhor definição.
No canteiro de 1 m2 pode-se colocar 1 muda. Prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes iguais.
Colheita- Cortar as folhas bem desenvolvidas, próximas ao caule, a partir do primeiro ano.
*O autor é especialista em plantas medicinais e idealizador do Herbarium Maximiliano (Campinas/SP). Tel: (019) 3258-4741-910-32202 E-mail - [email protected]





