Avicultura espera vender mais no Natal deste ano
Curitiba - As festas de fim de ano serão um prato cheio para a indústria avícola. Pelo menos é essa a expectativa do setor, que prevê aumento de até 10% nas vendas de aves especiais em dezembro. Isso deve resultar em cerca de 20 milhões de unidades na mesa de Natal e Ano Novo do brasileiro.
As aves ''de nome'', como o Peru e o Chester, estão sendo comercializadas por cerca de R$ 2,50 o quilo no atacado. As aves chamadas especiais (frangos maiores já temperados), por cerca de R$ 2,00 o quilo. No geral, o aumento em relação ao ano passado está em 20%, informou o presidente da Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar), Domingos Martins.
Mesmo com as altas nos produtos, os produtores de aves estão otimistas com as vendas. ''Esse é um nicho de mercado muito importante, porque no Natal o frango sofre muita concorrência das carnes de porco e cabrito, então é importante oferecer uma opção'', observou Martins. Segundo ele, a oferta de aves especiais é uma forma de fortalecer a marca. ''Até na ceia de Natal o produto é lembrado, é uma forma de coroar o ano'', disse.
A Perdigão, que estima vender cerca de 6 milhões de unidades de Chester, 1,5 mil toneladas de derivados de suínos e 3 mil toneladas de Peru, informou que teve aumento de 22% nos custos em função da variação de preços dos principais insumos utilizados (milho, soja e embalagens). Segundo a empresa, o repasse no preço final é inevitável, mas depende de negociações com as redes varejistas.
A Perdigão trabalha com um aumento de 6% nas vendas de Chester em comparação com o ano passado, quando comercializou 5,7 milhões de unidades. A boa expectativa vem justamente do impacto que o dólar vai provocar nos produtos importados. Para a empresa, isso vai incentivar o consumo da ave.
''Com certeza haverá aumento nas vendas, porque se for pensar em um preço ao consumidor de R$ 2,50 no quilo da ave, não é preciso gastar muito para fazer uma grande ceia. Ainda se consegue produzir ave no Brasil com um preço acessível'', observou Martins. Segundo ele, o público-alvo das médias empresas são as famílias de renda média, que fazem ceia mas não conseguem arcar com o valor do Peru e do Chester.
A assessoria de imprensa da Perdigão também informou que os consumidores potenciais são todas as famílias que realizam ceia. Não há dados específicos sobre o consumo das aves especiais. O consumo de frango per capita no Brasil é de 35 quilos por ano, informou Martins. Segundo ele, esse valor deve subir para 37 quilos ao ano na Região Sul e Sudeste.





