Avicultores paranaenses estavam na expectativa de que Projeto de Lei 6459 fosse aprovado o mais rápido possível. Segundo o setor, o relacionamento com as grandes empresas é bastante conturbado, sem que haja um retorno de muitas reivindicações.
O presidente da Associação dos Criadores de Aves de Londrina (Avinorte), Carlos Alberto Valini, trabalha há 25 anos na atividade, produzindo, atualmente, em torno de 62 mil frangos a cada 45 dias, em três aviários. Ele explica que o relacionamento entre produtores e integradoras ainda é muito ruim em alguns casos, principalmente quando se trata de grandes corporações do setor.
"Em outras situações, fizemos reuniões para conversar sobre preços, qualidade dos pintinhos, qualidade de ração, divergências no peso do frango e nada foi resolvido. Eles nos enrolam demais. Assim, nossa expectativa é que com a lei em vigor eles serão obrigados a nos atender e começar a cumprir, de forma mais rigorosa, os contratos. Esperamos que ela seja votada logo. Estamos muito carentes da atenção dos políticos para agilizar esse processo."
Mesma opinião do avicultor de Arapongas Altair de Souza Severgnini, que está na atividade há oito anos. Atualmente, ele sofre para pagar o financiamento de um dos seus aviários porque a empresa da qual ele é integrado tem comprado as aves com valores abaixo dos custos de produção atuais. "Com essa lei, as empresas serão obrigadas a nos receber e discutir de forma saudável o que estamos vivendo. No meu caso, a integradora mostra boa vontade, mas conheço muitos avicultores que estão numa situação bem difícil. Inclusive, eles têm medo de reivindicar certos pontos devido represálias." (V.L.)

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