Com a idéia de ganhar dinheiro criando avestruzes, um grupo de empresários criou em fevereiro do ano passado a Cooperativa Nipo Brasileira de Criadores de Avestruz de Londrina (Coontruz). Agora, um ano depois, com 176 animais e 30 associados, os criadores se preparam para receber os primeiros lucros do investimento: vendas de filhotes e serviços de orientação e hospedagem de animais.
''Investimos em algumas aves mais adultas para anteciparmos a produtividade de filhotes'', explica o presidente da Coontruz, Giono Koyashiki.
Para acelerar a rentabilidade a cooperativa precisa reunir mais produtores e aumentar o plantel de animais. Por isso, desde que foi montada, a Coontruz vem oferecendo cursos sobre a criação para pessoas interessadas. ''O investimento inicial é alto. Queremos evitar aventuras na cultura e prejuízos por falta de informação'', justifica Koyashiki.
Como o preço do casal de matrizes adultas é muito alto, cerca de R$ 18 mil, o presidente da Coontruz orienta iniciar criação com casais de filhotes de três meses de vida, cujo valor é de R$ 2,5 mil. Para a viabilidade do projeto é preciso comprar pelo menos cinco casais de filhotes.
O investimento prevê ainda gastos de R$ 2,4 mil para a construção de piquetes e R$ 5,2 mil por ano com ração e mão-de-obra. São necessários pelo menos dois piquetes de mil metros quadrados. A soma de investimentos no primeiro ano é de R$ 20 mil. Em compensação, Koyashiki destaca que a valorização dos avestruzes é muito rápida; as aves aumentam de preço praticamente todo trimestre. O rendimento começa a partir do terceiro ano, quando as fêmeas passam a pôr ovos que podem ser aproveitados. Cada fêmea põe até 60 ovos.
Para quem não tem área disponível para a instalação dos piquetes, Koyashiki informa que a cooperativa oferece serviço de hospedagem de animais. O custo mensal por animal é de R$ 60, incluindo alimentação, mão-de-obra e visita de veterinário uma vez por semana.
A produção dos ovos, de acordo com o presidente da Coontruz, é semelhante a de galinhas, mas exige cuidados desde a preparação dos ninhos. Eles devem ser feitos com areia para evitar contaminação com bactérias presentes no solo provenientes de fezes de animais , e não podem estar em locais inclinados.
Koyashiki destaca que pode haver perdas com ovos não fecundados (galados) pelo macho. Depois, os ovos são enviados para uma incubadora. A média de reprodução é de 50%.
A Coontruz utiliza a incubadora da Unesp de Presidente Prudente (SP). O custo da incubação é de R$ 60 por ovo e só é pago se o filhote sobreviver até o primeiro mês de vida. ''O preço é um dos mais baixos da região, mas é preciso uma contrapartida com o envio de ovos de qualidade'', destaca. Com essa idade, os bichos podem ser trazidos para a propriedade, mas dependem de adaptação ao meio já que são sensíveis a baixas temperaturas e contaminação. A resistência aumenta após os três meses de vida. A cooperativa recomenda deixá-los no criadouro até este período. O custo da hospedagem é de R$ 40,00 filhote/mês.
Norma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), determina que os criatórios de avestruzes fiquem bem distantes de granjas de frangos. ''Uma criação pode comprometer a outra com doenças'', explica Giono Koyashiki. A criação de avestruzes pode ser consorciada com ovelhas, que mantém a grama baixa. Cada ave come cerca de 1,5 quilo de ração concentrada feita com soja ou milho, além 1,5 quilo de verde (qualquer tipo de capim). O avestruz ingere ainda pedras roladas (pedras do fundo de rios) para auxiliar na digestão. É preciso ter disponibilidade de água, porque um animal adulto consome de 15 a 20 litros/dia.
Serviço O endereço da Coontruz é: Estrada do Limoeiro, km 11, telefone (43) 3399-3939 - Londrina/PR. e-mails: [email protected] e [email protected] .

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