Temperatura adequada para as diferentes fases do ciclo de vida garantem a sobrevivência das aves. Segundo os pesquisadores Paulo Giovanni de Abreu e Valéria Nascimento Abreu, da Embrapa, a ave tem habilidade para manter constante a temperatura dos órgãos internos, conhecido como homeotermia. ''O mecanismo da homeostase só é eficiente quando a temperatura ambiente está dentro de certos limites'', explicam no artigo elaborado recentemente, diante da mortalidade de aves registrada no último mês.
Com a temperatura do núcleo corporal de 41,7 graus centígrados, os animais devem ser submetidos a uma zona de conforto térmico (ZCT), de acordo com a idade. Uma ave adulta, por exemplo, está na zona de conforto térmico em temperaturas entre 18 a 28 graus. Perto dos 15 graus, estará na zona crítica inferior (ZCI) e em 32 graus, na zona crítica superior (ZCS). ''O estresse calórico acontece quando as temperaturas ambientais estão acima da zona de termoneutralidade das aves e se intensifica com a alta umidade relativa e ausência de movimento do ar'', diz Valéria Abreu.
Quando está na ZCS, ocorre na ave aumento da taxa metabólica na tentativa de eliminar o excesso de produção de calor. A temperatura ambiente ideal varia de 35 graus ao nascer e se estabiliza nos 24 graus na quarta semana de idade da ave. Segundo os pesquisadores, na primeira semana de vida da ave, a temperatura ideal é de 32 a 35 graus; na segunda, entre 29 a 32 graus; na terceira, deve ficar entre 26 e 29 graus, na quarta, entre 23 e 26 graus; na quinta, entre 20 3 23 graus. Na quinta e sexta semanas a temperatura ambiente deve ficar nos 20 graus centígrados.
Segundo os pesquisadores, à medida que crescem, as aves tornam-se menos sensíveis ao frio, porque não conseguem dissipar rapidamente o calor produzido pelo organismo. ''A ineficiência na dissipação do calor pode ser devido ao acúmulo de gordura subcutânea, à falta de glândulas sudoríparas e à cobertura de penas do corpo'', diz a pesquisadora. (R.C.)

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