Aves doentes são descartadas
O controle da doença é feito somente através do descarte dos animais infectados e próximos ao foco, num raio de 10 quilômetros, desde as aves de criações até domésticas. ''Ainda não existe algum tipo de vacina preventiva contra a doença'', informa a pesquisadora. Para os humanos, a pesquisa está iniciando trabalhos para o desenvolvimento de remédios eficazes.
A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves explica que a ameaça da gripe aviária é maior nos países asiáticos especialmente pela forma com que lidam com as aves. ''No Vietnã, que é um país mais rural que urbano, o sangue de pato é considerado uma iguaria e bebido pela população'', conta. O vírus circula por lá há dois anos e não é eliminado pela maneira como a população maneja as aves.
No Brasil, Liana Brentano lembra que quase toda a avicultura é industrial. Isso, limita o contato das pessoas com os frangos de corte e galinhas de postura. É claro que, se o vírus adquirir a capacidade de ser transmitido de humano para humano, há um aumento das possibilidades de alastramento da doença.
Liana cita que existem várias projeções sobre os riscos de alastramento ou não da doença. Algumas até alarmistas, como a hipótese de que o vírus de Influenza está se adaptando rapidamente e logo será transmitido de humano para humano. Se este cenário se confirmar, o vírus causará uma pandemia mundial e poderá provocar altos índices de mortalidade entre as pessoas infectadas.
''Existe muita coisa ainda a ser descoberta sobre o Influenza que está ocorrendo na Ásia e que representa riscos à saúde humana'', pondera. Ela completa dizendo que as autoridades da saúde precisam trabalhar com todo os cenários para proteger a população. ''O ideal é trabalhar na prevenção e não precisar adotar as medidas para o cenário pessimista''. (R.L.)





