Na propriedade da família Saito, em Santa Mariana, o sistema de plantio direto vem sendo executado desde 1992, sempre de forma gradativa. O agrônomo e produtor Flávio Hajimi Saito relembra que a produção de soja, que girava em torno de 110 sacos/alqueire, foi incrementada para 170 sacos, enquanto a de milho cresceu de uma média de 280 sacos para até 390 sacos/alqueire com a adoção das boas práticas de manejo do solo.
  A rotação, explica o agrônomo, é feita com aveia e sorgo. ‘‘Apesar de não podermos sacrificar o cultivo principal para fazer a palhada, estamos investindo num conjunto de tecnologias para melhorar o solo’’, afirma. Entre as medidas está o monitoramento da lavoura, que indica o momento certo da aplicação de defensivos.
  A propriedade de 135 alqueires, 35 deles arrendados, depende basicamente da água de chuva para produzir. Mais de meio alqueire é destinado à produção de uvas, comercializadas para o projeto integrado da Corol Cooperativa Agroindustrial, de Rolândia. Outra área de 0,2 alqueire é irrigada e destinada ao cultivo de hortaliças. ‘‘A água usada na irrigação vem de uma mina da propriedade’’, diz Saito.
  Segundo ele, os efeitos do clima e da exploração da terra têm prejudicado a disponibilidade de água da mina nos últimos anos. ‘‘Hoje é preciso desligar o motor sempre que termina a irrigação porque o nível da água da mina é muito baixo’’, assinala. (M.G.)

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