O próprio comportamento do animal, sua movimentação, expressão e índole, pode dizer muito, quanto à sua masculinidade, ensina o pesquisador Antônio do Nascimento Rosa. Quanto mais informações, mais precisa será a decisão. Tanto no trabalho de seleção, como na escolha de touros a adquirir, avalia o pesquisador.
Antônio Rosa, Thaís Basso do Amaral e Luiz Otávio Campos Filho, da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), lançaram na semana passada uma publicação para orientar a avaliação zootécnica e funcional de touros a serem usados na estação de monta. Na publicação, algumas dicas:
* Se por um lado é possível se ter uma idéia da libido do touro a olho nu, o mesmo não acontece com a capacidade fecundante que só pode ser avaliada com o exame andrológico.
* O andrológico deve ser rotina no planejamento da estação de monta. Ele aponta características físicas e morfológicas do sêmen, essenciais para aprovar ou não um touro como reprodutor.
* Na compra do macho é importante considerar aprumos. Defeitos compromentem tanto as caminhadas em busca de alimento ou de água, como a procura pelas vacas em cio.
* Para selecionar ou descartar touros deve-se usar informações de avaliação genética, por meio das DEPs (Diferença Esperada na Progênie), acurácia, dados de progênie, genealogia, entre outros.
* A fertilidade é a primeira característica a ser avaliada. Em seguida, é preciso que o touro tenha produzido bezerros com boa conformação frigorífica, importante para o pecuarista que tem a produção de touros a serem vendidos.
* Na estrutura do animal, chamada de ''caixa'', deve-se observar comprimento, profundidade e arqueamento de costelas. Animais compridos, profundos e bem arqueados são os mais desejáveis.
* A musculosidade, quantidade e forma da massa muscular que cobre a estrutura do animal, está diretamente relacionada ao rendimento e à qualidade da carcaça.
* Considerando as fases do crescimento, do nascer à idade adulta, a prioridade é analisar primeiro o esqueleto, em seguida a musculatura e, finalmente, a gordura.
* A precocidade de acabamento pode ser avaliada pela cobertura de gordura sobre a carcaça, como um todo. Quando o animal engrossa a inserção da cauda, apresentando dobras de gordura, é sinal de que está pronto. E quanto mais cedo isto ocorrer, mais precoce é o animal.

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