Depois de testada a viabilidade agronômica, o Iapar vai incentivar o estudo do potencial econômico da camu-camu em cadeia produtiva, para avaliar a possibilidade de vincular o plantio da fruta à venda para a indústria processadora. O engenheiro agrônomo Anibal Rodrigues, da Área de Estudos Econômicos do Iapar, antecipa que o consumo só será viável na forma de sucos, geléias e sorvetes, já que a fruta in natura é muito ácida e não agrada ao paladar do consumidor. Mas, depois de processada, o sabor é totalmente diferente, com a vantagem de imprimir uma coloração avermelhada no sumo, ‘‘que atrai bastante a preferência das pessoas’’, explicou.
A camu-camu tem um teor de vitamina C da ordem de 2.800 mg em cada 100 gramas de polpa da fruta. Doze frutinhas proporcionam cinco vezes a necessidade diária de vitamina C de uma pessoa adulta, que precisa de 60 mg por dia. Na maioria das vezes esse índice supera o teor de vitamina contido na acerola que varia, conforme a planta, de 500 a 3.000 mg em cada 100 gramas de polpa, comparou Nancy Morsbach. Outra vantagem é o teor da ordem de 6% de flavonóides, uma substância que previne o câncer. A pesquisadora defendeu a necessidade de desenvolver um equipamento capaz de extrair somente as sementes da fruta, conservando a polpa e a casca, onde se concentra a produção de vitamina C.(V.C.)

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