Automatização: caro mas eficiente
A mudança no modelo de produção do Grupo Hayashida é um exemplo de como aumentar o desempenho do setor. Conforme o presidente da Associação Paranaense de Avicultores (Apavi), Victor Evandro Bertol, a implantação do sistema automatizado é uma das formas do Estado aumentar ainda mais sua produção. Hoje, segundo dados da entidade, o Paraná é o quarto maior produtor do País, tem 7% das aves poedeiras - cerca de 6,8 milhões aves - e produz uma média de 5,6 milhões de ovos por dia. Os dados, segundo Bertol, são dos incubatórios que vendem pintinhos para as granjas de todo o Brasil.
''O modelo da atividade está mudando, mas gradativamente. Muitos produtores já estão implantando o sistema automatizado. Mas é um processo muito caro'', lembra Bertol. Ele reclama que um dos problemas para o crescimento do setor no Paraná é a falta de incentivo por parte do poder público. Segundo ele, alguns pequenos produtores não têm a atenção devida e estão saindo do mercado. ''Precisamos de apoio na questão tributária e ajuda técnica, por exemplo, para o desenvolvimento das pequenas propriedades'', comenta.
Atualmente, conforme a entidade, uma das características da atividade no Estado é a grande quantidade de pequenos produtores. Existem atualmente cerca de 120 produtores, espalhados pelo Paraná. Mas a grande concentração ocorre em Cruzeiro do Sul e Arapongas. Conforme Bertol, em número de aves alojadas o Paraná perde para os estados de São Paulo com 32 milhões de animais, Minas Gerais com 10,967 milhões e Rio Grande do Sul com 7,9 milhões. (E.Z.)





