De acordo com levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) o valor da tonelada de mandioca em maio, em comparação a abril deste ano, fechou com queda de 0,15%, cotado a R$ 199,39. Na semana passada, o preço da tonelada fechou a R$ 208,63. Segundo Fábio Felipe, pesquisador do Cepea, a oferta está estável e a demanda vem registrado aquecimento. ''Os produtores que estão atingindo bons índices de produtividade têm conseguido uma boa margem de lucro'', sinaliza.
Gilberto Pratinha, agricultor da região de Paranavaí, está conseguindo comercializar o tubérculo a R$ 210, a um custo de produção de R$ 170 a tonelada. Para este ano, em uma área de 150 hectares, Pratinha espera colher 35 toneladas por hectare. ''Mandioca é assim, possui altos e baixos'', frisa. Segundo ele, os custos de produção é o fator que mais emperra o crescimento da atividade. A falta de mão de obra e o custo elevado do arrendamento de terra, que hoje gira em torno de R$ 9,5 mil por hectare, são fatores que trazem perdas de competitividade, principalmente em comparação com o setor sucroalcooleiro, acrescenta Pratinha.
O produtor Ivo Pierin, também de Paranavaí, explica que, tanto para sua indústria quanto para a lavoura, mão de obra qualificada está difícil de encontrar. Mas, acrescenta que por enquanto está conseguindo contornar a situação. Para o produtor, o início da colheita da mandioca na região vem coincidindo com os períodos ociosos da cana. ''Tenho na região, principalmente em Paranavaí, a minha maior fonte de mão de obra'', destaca. (R.M.)

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