Aumentam as vendas de defensivos
A Associação Nacional de Defensivos Agrícolas (Andef) registrou aumento médio de 14,7% nas vendas desses produtos no período de novembro de 95 a dezembro do ano passado, em todo o Brasil, e constatou apenas um resultado negativo, na comercialização de acaricidas, que caiu 1,3% .
Segundo a Andef, as vendas de inseticidas cresceram 12,4%; de fungicidas, 17,3%; de herbicidas, 16,7% e a comercialização, somada, de antibrotantes, reguladores de crescimento e espalhantes adesivos aumentou 19,7%.
Mau e bom desempenhoA Andef atribui a retração nas vendas de acaricidas à opção dos citricultores por produtos mais acessíveis. Com isto, os produtores procuram diminuir o custo de produção, para tornar viável a cultura, que não vem atravessando um bom período devido ao preço baixo do suco no mercado internacional. Em consequência, o citricultor prefere vender a produção no mercado nacional.
Considerando o grupo separadamente, os fungicidas estão na outra ponta: foi o segmento que mais cresceu (17,3%). Mas, o grupo dos herbicidas é o principal segmento dos defensivos, pois detém 55% das vendas do setor de produtos fitossanitários. A Andef explica que eles tiveram bons resultados devido às vendas para algumas culturas, lideradas pela soja, que teve aumento da área plantada, é tecnificada e tem condições (estimuladas pela retirada do ICMS na exportação) de competir no mercado externo.
Para o bom resultado dos herbicidas, a Andef aponta ainda as seguintes causas:
- maior uso de tecnologia no milho;
- duplicação da área plantada de trigo;
- manutenção da área plantada de arroz, com maior uso de tecnologia e diminuição da inadimplência verificada na safra anterior;
- securitização da dívida dos produtores.
Inseticidas e outrosNo conjunto dos fatores de crescimento (14,7%) da comercialização na classe dos inseticidas, a Andef destaca:
- o aumento da área plantada de soja, a crescente tecnificação da agricultura e o lançamento de novos produtos.
A associação dá, como exemplo de tecnificação e lançamento de novos produtos, a cultura do milho, para a qual houve negócios significativos no campo do tratamento de sementes. Aponta também o tratamento de solo nas culturas do café, citros, batata, fumo, feijão e tomate, que também apresentaram crescimento razoável.
A perfeita integração entre os produtores de fumo e as indústrias do setor, com a troca de informações sobre as tecnologias e sua correta aplicação, garantindo ao agricultor excelente incremento em produtividade, e folhas de melhor qualidade, com os conseguentes resultados econômicos, foram decisivos para os bons negócios com antibrotantes, reguladores de crescimento e espalhantes adesivos, salienta a Andef.
A Associação conclui sua análise, informando que a cana-de-açúcar também contribuiu significativamente para o resultado das vendas de defensivos, além da cultura de soja ter contribuído para o consumo de óleo mineral.





