Aumenta interesse pela vacinação
Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) indicam que em 1996 houve crescimento na demanda de vacina contra a febre aftosa. No ano passado os laboratórios fabricantes do produto comercializaram 214,5 milhões de doses em todo o País. E não faltou vacina, já que o Sindan informou que os laboratórios fecharam o ano com estoque de 35 milhões de doses de vacina.
De acordo com o presidente do Sindan, Nelson Antunes, em todos os Estados brasileiros houve elevação na venda das vacinas. As as maiores elevações no consumo, em termos proporcionais, foram verificadas na Bahia (mais 61%, com venda de 10 milhões de doses), em Santa Catarina (mais 51%, com 4,3 milhões de doses), em Goiás/Tocantins (mais 30%, com 37 milhões de doses) e no Mato Grosso do Sul (mais 27%, com 27,1 milhões de doses).
Outros Estados, que concentram grandes rebanhos bovinos, também apresentaram resultado positivo: Minas Gerais utilizou 30,2 milhões de doses (mais 2%); Mato Grosso, 22,9 milhões/doses (mais 15%); e São Paulo, 33,3 milhões/doses (mais 13%).
Entre os Estados que consumiram menos vacinas estão o Rio Grande do Sul (menos 2%), o Rio de Janeiro (menos 9%) e o Espírito Santo (menos 2%). Para este ano a expectativa inicial é de demanda semelhante a 1996, já que Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem vacinar. O Brasil está solicitando à União Européia que considere estes Estados zonas livres de febre aftosa.
AnabolizantesO Ministro da Agricultura, Arlindo Porto, disse quarta-feira, em Londrina, que determinou à área de defesa sanitária animal, do Ministério, a busca de um processo de fiscalização na origem, para impedir a entrada, no Brasil, de carne argentina com anabolizantes.
Proibido no Brasil e na Europa, o uso de anabolizantes para engorda de gado é permitido na Argentina, que no entanto exporta carne para europeus e brasileiros. Porto disse que o acesso ao Brasil, de bovinos argentinos vivos, está proibido. Apenas a importação de carne é permitida, mas de uma região onde segundo os argentinos não se pode empregar anabolizantes.
A Argentina é separada em duas áreas: uma onde o uso de anabolizantes é permitido, para consumo interno, e uma região onde é proibido o uso desses hormônios promotores de crescimento. A carne exportada pela Argentina, para a Europa e para o Brasil, seria produzida apenas nessa última região.
O emprego do anabolizantes só é possível no exame das vísceras dos animais. Por isto a solução seria uma fiscalização nos locais de abate. Como os judeus fazem em relação ao abate de bovinos: só importam carne de frigoríficos que abatem conforme normas estabelecidas por eles, que também fazem a inspeção do abate. Nós determinamos à nossa área de defesa animal que busque um processo de fiscalização que só pode ser feito na origem, e se for constatado o uso de anabolizante em carne argentina no Brasil, será vetado imediatamente o acesso desse produto, afirmou Arlindo Porto.





