Aumenta consumo de óleo
O consumo do óleo extraído da palma de dendê tem crescido em todo o mundo, o que tem feito a produção aumentar. De acordo com o órgão de estudos da ONU, Food and Agriculture Organization, a fatia do óleo de soja, hoje equivalente a 20% do mercado dos principais óleos e gorduras, está em queda e a de palma, em ascensão, representando 17% do total. Há dez anos, representava apenas 10%.
Harald Brunckhorst, diretor da CRAI e Agropalma, maiores produtoras nacionais de óleo de dendê, afirma que as vantagens para a aplicação industrial do produto são muitas. Além de não possuir colesterol, a palma é rica em vitaminas A e E.
Mas o maior benefício estaria no fato de não precisar passar pela hidrogenação artificial para se transformar em estado plástico, ideal para a fabricação de muitos alimentos. A versatilidade também estimula o uso. Do óleo bruto se obtém a oleína, que pode ser aproveitada em frituras por longos períodos, pois não oxida. Já a estearina funciona como gordura industrial, substitui o sebo e é utilizada, por exemplo, na fabricação de sabões, sabonetes, margarinas, maioneses e gorduras para sorvetes e chocolates.
A palma de dendê também apresenta a maior produtividade entre os vegetais. Podem ser extraídos até 5.000 quilos por hectare ao ano. Da soja, 600 quilos, da oliva, 2.500 quilos e do girassol, 1.000 quilos. Apesar disso, os investimentos do Brasil na cultura representam apenas 0,6% da produção mundial.





