LavouraPalmeiras cultivadas para extração de óleo, no ParáAs exportações brasileiras de óleo de palma aumentaram 45%, no ano passado, em relação a 1995, graças às vendas de 20 mil toneladas de óleo bruto para a Alemanha e a Holanda. As maiores fabricantes desse óleo no País, a CRAI e a Agropalma, iniciaram a construção da primeira refinaria de palma do Brasil.
Segundo o diretor daquelas agroindústrias, Harald Brunckhorst, o momento é favorável às vendas para o Exterior, porque no mercado internacional ‘‘os preços estão ligeiramente acima da média’’ dos preços brasileiros. A estratégia dessas empresas para 97 é continuar fornecendo para o mercado interno e negociar a exportação de mais 20 mil toneladas de óleo bruto.
A refinaria que está sendo construída em Belém, Pará, deve começar a operar em março, e abrirá caminho para a venda de oleína e estearina refinadas. Estes produtos são muito procurados pelas indústrias alimentícias, de gorduras vegetais e de cosméticos. As solicitações, feitas antes mesmo da conclusão das obras, ‘‘mostram que o investimento vai ser compensado’’.
Usina da CRAI e Agropalma, as maiores produtoras nacionais de palma
Estão sendo aplicados US$ 7 milhões na primeira etapa do projeto da refinaria, que permitirá o processamento de 120 toneladas de óleo por dia. Novos investimentos serão feitos num segundo momento, quando a capacidade da indústria será ampliada para 240 toneladas.
Poucos produtoresPor enquanto o Brasil tem apenas 12 produtores de palma: oito no Pará, dois na Bahia, um no Amazonas e um no Amapá. O cultivo dessa palmeira é limitado por fatores naturais que impedem seu plantio no Paraná, no Mato Grosso do Sul e no Oeste de São Paulo, onde já existem coqueiros-da bahia e seringueiras em produção comercial.
DivulgaçãoOperário observa o armazenamento de óleo bruto
Originária da África ocidental, a palma, ou dendezeiro (Elaeis guineensis, produz em regiões quentes e úmidas (como a Amazônia, no Brasil). Tanto que seu cultivo é preferencialmente naqueles Estados. Uma plantação de palma começa a produzir depois de três anos. Essa palmeira atinge a idade adulta aos oito anos, e com 30 anos ela está muito alta (chega a 30 metros ou mais), de difícil acesso para a colheita. A produção fica mais cara e, portanto, inviável comercialmente. Quando isto ocorre, é melhor renovar a lavoura.

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