Mais de 1.000 processos de registros de novos produtos veterinários estão parados no Ministério da Agricultura, aguardando parecer dos técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária.
A informação é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne os laboratórios que atuam no Brasil: há casos pendentes com mais de dois anos. ‘‘A situação é ainda mais dramática quando verificamos que apenas 30 processos, em média, são liberados por mês’’, ressalta Nelson Antunes, presidente do Sindan.
Para resolver a questão, em reunião com o ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, da Agricultura, o Sindan propôs arcar com os custos da contratação de profissionais para acelerar as análises e liberação dos produtos veterinários. ‘‘O encontro foi no início de julho, mas até o momento não obtivemos qualquer pronunciamento do Ministério, em que pese Pratini de Moraes ter apreciado a sugestão’’, afirma Nelson Antunes.
Pela proposta, o Sindan cobre as despesas de pessoal e o Ministério indica os técnicos competentes a serem contratados. A demora na liberação de medicamentos veterinários causa prejuízo a toda a cadeia da produção animal. ‘‘A indústria trabalha para desenvolver novas opções, mais eficazes e de custo-benefício melhor para o criador. Como ele não tem acesso rápido a essas novas tecnologias, paga mais para produzir e acaba repassando esse custo maior, que chega aos consumidores’’, explica Nelson Antunes.
O presidente do Sindan cita um exemplo para dar uma dimensão dos prejuízos no atraso da liberação dos novos produtos veterinários: há cinco anos, apenas uma empresa fabricava o antiparasitário para bovinos à base de ivermectina; hoje, há pelo menos 30 opções do produto. Como resultado, o preço médio caiu 150% ao criador.