Atividade que mais emprega no campo
A cana-de-açúcar, segundo dados do Senar, é a atividade agrícola que mais emprega mão-de-obra no estado. São mais de 74 mil empregos diretos. Em 2006 os cursos dirigidos a esse público atenderam mais de 15 mil pessoas. A capacitação dos colhedores de cana, informa o supervisor regional do Senar, Arthur Piazza Bergamini, tem demandado também mais cursos para a formação de instrutores.
Na região de Porecatu, os colhedores de cana somam 1.690 pessoas. O número de trabalhadores sobe para 2.500 quando são somados os operadores de máquinas e os funcionários das empresas de processamento. Em tempos de colheita, há movimentação nos canaviais e usinas nas 24 horas do dia. O turno de corte da cana vai das 7 às 16 horas.
A divisão das áreas de corte por trabalhador, explica Luiz Henrique Pereira Rosa, supervisor de mão-de-obra da Cofercatu, são feitas por eitos. Cada eito tem cinco ruas, com entrelinha de 1,4 metro, e de 300 a 600 metros de extensão. ''O tamanho do eito varia de acordo com a situação do canavial. Lavouras mais viçosas, apesar de mais rentáveis em preços, tendem a sofrer com o acamamento além de maior dificuldade para o corte'', explica.
a capacidade média por cortador é de oito toneladas/dia. O trabalhador tem um salário fixo mais uma porcentagem por colheita. No ano passado, a média salarial foi de R$ 520,00.
Desde 2005, com a publicação da NR31, que determina regras de segurança para o trabalho no campo, os cortadores de cana tiveram algumas conquistas, como o direito a ginástica laboral diária antes e depois do trabalho. Os campos devem oferecer ainda as tendas sanitárias (uma espécie de banheiro). Os trabalhadores ganharam um espaço para as refeições. Fixados nos ônibus estão toldos que garantem o sombreamento do local onde são colocadas mesas e cadeiras. Cada trabalhador traz a marmita com o almoço, que ocorre por volta das dez horas. A empresa cuida do lanche da tarde, oferecido às 14 horas, além dos repositores hidrolíticos (soro que garante a reposição de minerais perdidos pelo esforço do trabalho).(C.G.)





