Profissionais liberais, comerciantes, estudantes e praticantes da aquariofilia de Maringá, querem formar uma associação com o objetivo de divulgar mais a atividade e oferecer melhores condições, principalmente de conhecimentos, sobre esta atividade que nos últimos anos vem ganhando mais e mais adeptos.
O Brasil, segundo Ricardo Pereira Ribeiro, professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), é o país que possui o maior número de espécies de peixes ornamentais. Apesar disso, estima-se que uma em cada 100 casas no Brasil têm um aquário. Nos Estados Unidos a relação é de uma em cada quatro casas e no Japão os moradores de uma em cada duas casas, mantém o hobby da aquariofilia.
Um encontro realizado semana passada na Universidade Estadual de Maringá (UEM) reuniu 67 pessoas. Todas muito interessadas principalmente em conhecer sobre as novas técnicas de manejo dos aquários, sobre as espécies de peixes disponíveis no mercado e que melhor se adaptam para a atividade e ainda discutir a realidade do mercado da aquariofilia. O encontro foi coordenado pelo professor de piscicultura do curso de Zootecnia da UEM, Ricardo Pereira Ribeiro.
Mais informaçõesApesar de ser uma atividade que vem sendo praticada por um número cada vez maior de pessoas, a falta de informações sobre a atividade é a principal dificuldade enfrentada pelos aquariofilistas. De acordo com Ribeiro, muitas pessoas começam na atividade sem qualquer tipo de esclarecimento sobre os cuidados mínimos tanto com a limpeza do aquário, quanto a alimentação dos peixes. ‘‘Muitos acham que é só comprar um aquário, colocar os peixes lá e dar ração diariamente. A Aquariofilia exige muito mais. É uma atividade que exige muita paciência, dedicação e cuidados diários’’, explica.
Durante o encontro, Ribeiro repassou aos participantes, noções básicas da aquariofilia, com destaque para a escolha das espécies de peixes. ‘‘O curso teve o objetivo de melhorar a qualidade da aquariofilia’’, justifica o professor. Segundo ele, uma das preocupações de quem já está na atividade ou de quem pretende montar um aquário, é com relação ao tratamento da água. Além de limpa, a água, conforme Ribeiro, deve manter uma temperatura, uma alcalinidade ou acidez ideal para cada espécie de peixe. ‘‘Têm peixes que só se adaptam a água ácida. Outros preferem água alcalina. Além disso, os aquaristas também precisam ficar atentos quanto às espécies de peixes que gostam mais de água parada enquanto outros preferem água com correnteza’’, alerta. Todos estes cuidados, diz o professor, devem ser tomados antes da montagem do aquário.
Alimentação Um erro muito comum entre os aquariofilistas de primeira viagem e sem muitos conhecimentos, é com a alimentação dos peixes. A maioria das pessoas acredita que deve manter os peixes sempre bem alimentados e exageram na ração. ‘‘O peixe não morre de fome. Ele morre por excesso de comida’’, diz. Outra dica fundamental para aqueles que pretendem ter um aquário em casa, é se manter sempre informado sobre os costumes e doenças dos peixes. ‘‘Esta é uma dificuldade da aquariofilia no Brasil, já que existem pouca literatura sobre o assunto. Os principais livros sobre a aquariofilia são em inglês e japonês e poucas pessoas conseguem traduzí-los e se manter informados’’, lamenta Ribeiro.
Apesar das dificuldades, Ribeiro afirma que a atividade, que iniciou no Brasil no início do século teve um boom na década de 70 e agora está novamente crescendo. Em muitos casos, a aquariofilia é indicada como terapia para para aqueles que sofrem de doenças modernas como o estresse. ‘‘A dedicação ao aquário algumas horas por dia, é realmente desestressante’’, afirma. Em todo mundo existem cerca de 700 espécies de peixes ornamentais indicados para a aquariofilia.

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