Luciano Gonçalves explica que cada reprodutor pode cobrir até 40 fêmeas. ''Quase todas as crias rendem 2 animais'', informa. Em pesquisa pela Internet, a Folha Rural apurou que a média é de 1,6 animais/fêmea. A idade recomendada de abate vai de 4 a 8 meses. A maioria dos animais é abatida entre 4 e 5 meses, com peso variando entre 25 a 35 kilos, ou 12 a 18 quilos de carcaça.
Os machos destinados ao abate exigem uma terminação em confinamento. ''Depois do desmame eles ficam cerca de 60 dias, com alimentação reforçada'', explica. Com cerca de 45 dias, os cabritinhos são preparados para o desmame, recebendo alimentação complementar de feno e ração.
A atividade vem ganhando destaque na região de Ivaiporã, que já possui até uma associação, a Caprinorte (Associação dos Caprinocultores do Vale do Ivaí), que conta com 16 sócios. A Fazenda Esperança já adquiriu o status de modelo de produção e tem sido palco de dias de campo. O último deles, realizado no dia 16 de dezembro, junto com um leilão de animais.''Estamos trabalhando pela organização da cadeia'', destaca Gonçalves que, atualmente, preside a entidade. Cursos de capacitação estão sendo promovidos em parceria com o Senar.
Para nos mantermos no mercado é preciso constância na oferta do produto, diz ele. Assim, a associação garante aos criadores a comercialização da carne. ''Firmamos um contrato de entrega, pelo qual a pessoa assume uma quantia de carne que será entregue por mês''. A Caprinorte cuida da distribuição da carne dos animais. ''Temos dois pontos de venda, um em Ivaiporã e outro em Campo Mourão, onde determinamos o preço ao consumidor'', informa. Os cortes traseiros custam R$ 12,90 e os dianteiros, R$ 10,90. Em breve, a associação deverá abrir mais dois locais de comercialização, em Londrina e Maringá.
Além da capacitação dos produtores, a Caprinorte está investindo na divulgação da carne de cabrito junto à população. ''Precisamos criar um hábito de consumo'', diz ele.
O produtor destaca as vantagens da carne, não só nos aspectos de maciez e suavidade, mas também no baixo teor de gordura. ''A carne do caprino é bem mais suave que a do carneiro'', compara. A Caprinorte prepara mais um dia de campo, em parceria com técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) para o mês de março, que deverá contar também com um curso de gourmet. (C.G.)

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