José Antônio Marfil faz parte da Rede EcoVida e por isso precisa dar conta de uma série de exigências. A instituição, que não é ligada a nenhum governo, é uma rede de produção de agricultores familiares, presente nos três estados do Sul do País. O Paraná concentra sete núcleos espalhados em diversas regiões. O núcleo mais próximo da capital, atende aos produtores da Região Metropolitana de Curitiba (maior produtor do Estado), Litoral e Campos Gerais – são 272 famílias produtoras. O objetivo é manter uma cadeia comercial entre os associados para manter a oferta compatível com a demanda, além de dar apoio técnico.
  Desde a implantação da lei 10.831/2003 (lei dos Orgânicos), que impôs uma legislação própria ao segmento, os produtores que se intitulares orgânicos ou agroecológicos, deveria, ter uma certificação que comprovasse as boas práticas da propriedade exigidas em lei e regulamentadas pelo governo federal até o fim do ano. A Rede EcoVida também faz este papel, conferindo um atestado de conformidade (organismo participativo de avaliação de conformidade) que garante diante da lei a idoniedade do local.
  Para conquistar esta certificação e poder comercializar sem problemas sob o rótulo de orgânico, Marfil ‘‘suou a camisa’’ dentro e fora do roçado. ‘‘O investimento é contínuo porque há monitoramento constante e a procura tem aumentado muito’’. Ele mantém a chácara dentro dos padrões e vive de olho na terra alheia – para ter a certeza de que o vizinho não vai usar produtos proibidos que possam prejudicá-lo. ‘Não posso correr o risco de comprometer o meu trabalho’’, avalia. (C.P.)

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