A criação de coelhos requer cuidados especiais, conhecimento e dedicação. Como o ciclo do animal é muito rápido, apenas 90 dias, o cunicultor não pode descuidar da atividade, sob pena de perder um lote inteiro de animais.
Para a criadora Eleuza Paulino Juliatto, que está na atividade há dois anos, ''é preciso gostar dos animais''. O manejo exige atenção constante em todas as fases da criação, como a desmama, cobertura, gestação. ''Um vacilo pode resultar em prejuízos'', alerta.
Eleuza tem 75 matrizes, com uma produção mensal de 300 a 350 animais. Apesar do mercado fraco, a criadora não descuida das técnicas de manejo e com isso garante uma margem de rentabilidade variando entre 30% e 50%. A capacidade de produção da produtora é para um número maior de animais. Ela admite que a redução no plantel foi motivada pela baixa demanda da carne de coelho. Mas não demostra sinais de desânimo. ''Quando o mercado estiver mais promissor tenho condições de ampliar a produção rapidamente'', conforma-se .
Os animais são mantidos com ração indicada pelos veterinários dos supermercados. Só podem ser utilizadas rações fornecidas pelas cooperativas Agrária, de Guarapuava, e Integrada, de Londrina, porque não apresentam resíduos químicos nem traços de transgenia. Os cunicultores suplementam a alimentação com volumosos, como alfafa, que é cultivada na propriedade. (C.G.)

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