A feira do produtor de Maringá foi criada com apoio da Emater há 16 anos, reunindo cerca de 40 pequenos agricultores do município. A idéia era melhorar a renda dos produtores através da comercialização direta, mas existiam obstáculos. Com apoio de vários setores os proprietários conseguiram aprovar a feira através de um decreto, depois transformado em lei. No início os feirantes colocavam os produtos em caixas ou até no chão, em cima de lonas. Hoje são mais de 150 cadastrados que possuem uma boa estrutura e respeitam as regras da feira.
Alguns dos artigos da lei que criou a feira mostram a intenção dos produtores em não competir com o comércio normal, como o que impede o início da comercialização antes das 18 horas nas feiras de sábado. ‘‘Só pode vender depois que tocar a sirene’’, avisa Paulo Pimenta, presidente da Associação dos Produtores de Maringá. A lei exige também que toda comercialização da feira seja de produtos da região. Apenas uma barraca vende cebola e batata, que não são cultivadas nos municípios próximos a Maringá.
Os feirantes criaram também um estatuto, com regras rígidas que, quando não são respeitadas, podem gerar a exclusão do produtor. São normas simples, como a obrigação do feirante usar guarda-pó, não chegar nem montar a barraca antes do horário, nem sair do local da feira depois do prazo. ‘‘Todo mundo concorda e os problemas são poucos’’, diz Pimenta. Os preços também são controlados. Todos os dias de feira a Emater aponta o valor máximo que pode ser praticado, em cima de uma média dos preços do Ceasa. Pimenta não tem idéia da quantidade de produtos vendidos por dia, mas garante que, nas quartas, pelo menos 3 mil consumidores passam pela feira.(M.Z.)

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