Ataque biológico contra o inseto vetor inicia em agosto
Como os centros de pesquisa ainda não encontraram solução para combater a bactéria que transmite o Greening, o ataque sistemático ao inseto vetor é a principal estratégia para diminuir os índices da doença. Além das aplicações de inseticidas nos pomares, outra ação que deve se fortalecer no Estado ainda este ano é o controle biológico do psilídeo através de um parasitoide chamado Tamarixia radiata.
O inseto milimétrico parasita o ovo do psilídeo, não permitindo que ele nasça e espalhe, portanto, a bactéria pelos pomares. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) assinou recentemente uma parceria público-privada com a Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) e a empresa Citri, de Paranavaí, para a reprodução do parasitoide numa biofábrica em Londrina e, posteriormente, na estação do Iapar em Paranavaí.
O pesquisador da área de proteção de plantas do Iapar, Rui Pereira Leite Júnior, explica que neste primeiro momento serão reproduzidos 25 mil tamarixias para liberação em áreas marginais que possuam plantas cítricas, como é o caso de pomares abandonados e na própria cidade, como é o caso da murta. "Nos pomares comerciais, a doença já é controlada com as pulverizações de inseticidas. O problema está muito ligado aos insetos que não fazem parte da área produtiva, mas que vem de fora, é o chamado efeito bordadura. Por isso nossa ação nesses locais", explica ele.
A expectativa é que os primeiros ataques biológicos contra o psilídeo devam acontecer já em agosto. Se o trabalho correr bem, numa segunda fase a ideia é produzir 100 mil tamarixias.
Por fim, o pesquisador não tem dúvidas de que o crescimento dos casos de Greening no Estado do ano passado para cá estão diretamente ligados à falta de rigor do produtor em eliminar as plantas doentes. "Esses coquetéis nutricionais utilizados não têm efeito algum sobre a bactéria. Enquanto mais tempo a planta ficar no pomar, maior é a contaminação da doença. O psilídeo é um inseto que se movimenta muito, com um poder grande para disseminar a bactéria", alerta. (V.L.)





