Atacado é o foco da Integrada
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sábado, 03 de dezembro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Desde o início das atividades, a Integrada investiu na industrialização para agregar valor aos produtos primários entregues pelos cooperados. Fugir da concorrência com as grandes marcas do varejo é o objetivo da cooperativa, que investe na produção de matérias-primas para indústrias de tecidos e alimentos.
A primeira indústria, de fiação de algodão, em Assaí,entrou em funcionamento ainda em 1995. Com capacidade para processar 500 toneladas (t)/mês, a fiação atende o mercado interno, principalmente Santa Catarina. Segundo Jorge Hashimoto, superintendente da cooperativa, a indústria recebe 800 mil toneladas de algodão por ano, produzidas por cerca de 500 cooperados.
Outro nicho explorado pela Integrada, conta Hashimoto, é o milho. As duas Unidades de Derivados de Milho (UIM), localizadas em Andirá e Cambará, dão origem a 18 subprodutos que antendem desde a indústria de alimentos e bebidas, até mineração, ''completando a cadeia produtiva do grão'', afirma o superintendente.
Na unidade de Andirá, criada em 2001, são processadas farinhas utilizadas na fabricação de salgadinhos, semolina de milho para a indústria siderúrgica, canjiquinha para produção de formicidas, além de um produto derivado da película fibrosa do milho, com alto teor de fibra alimentar, que é aplicado na indústria de alimentos. Anualmente são processadas 300 mil toneladas de milho, colhidas por cerca de 1,5 mil produtores.
Segundo Hashimoto, o gérmen de milho produzido em Andirá é destinado à fabricação de farelo e óleo bruto na unidade de Cambará. Estes dois subprodutos são destinados principalmente ao mercado externo, com destaque para as indústrias européias de óleo de cozinha. Ao todo, são processadas mensalmente 4 mil toneladas de farelo e 400 toneladas de óleo nesta unidade, ativada em 2004.
''A vantagem da indústria é que ela é um canal de escoamento para produtos de pouca liquidez, como ocorre com o milho em determinadas épocas do ano'', argumenta o superintendente da Integrada. Para ele, além de agregar valor à produção, a indústria cria demandas. ''O produtor tem a tranquilidade de saber que sua produção tem mercado assegurado na região'', completa Hashimoto.
Ele conta que a maior parte do complexo industrial da Integrada é arrendada. ''Não foi necessário mobilizar recursos para a construção das unidade de derivados de milho'', assegura. De acordo com o superintendente, apenas a fiação foi adquirida pela cooperativa, que investiu R$ 10 milhões nas instalações e equipamentos.
Hoje, as indústrias representam 15% do faturamento da Integrada, calcula Hashimoto. Todo o complexo trabalha com capacidade total e é tocado por profissionais capacitados. ''A idéia do conselho de administração é intensificar a industrialização com projetos a médio prazo, pois a necessidade de criar mercados e agregar valor à produção é constante'', conclui.


