Associativismo faz a diferença
O presidente da Pomar, Oscar Tookuni, está iniciando a produção de um hectare de hortaliças orgânicas em Maringá. Dentro de três meses ele fará a primeira colheita, que será vendida na Feira do Produtor, às quartas e aos sábados.
Mas se Tookuni está apenas começando a produzir orgânicos, Sérgio Suzuki é veterano. Ele foi o primeiro produtor da associação maringaense a converter três hectares, certificados em outubro de 2004. ''A idéia inicial era reduzir os custos de produção, mas hoje tenho consciência de que o alimento que eu vendo é o melhor para a saúde do meu cliente'', diz.
Desde 2000, Suzuki produz cenoura, almeirão e alface nos preceitos da agricultura natural, sem uso de resíduos animais. ''Deixo o mato crescer e depois incorporo a biomassa no solo para adubar'', explica. Segundo o agricultor, a venda direta facilita a comercialização da produção que, hoje, é insuficiente para atender a demanda. Sempre fresquinhos, 300 maços de cenoura, 300 maços de almeirão e mil pés de alface são vendidos pelo produtor semanalmente.
Para Suzuki, a diferença da associação dos produtores orgânicos de Maringá com as demais encontra explicação fora da propriedade. ''O associativismo é que garante o sucesso do projeto'', comemora. (M.G.)





