A maior vantagem da adoção do sistema de integração está na possibilidade de
ter duas fontes de renda. Além disso, há aproveitamento total da propriedade,
da mão-de-obra e maquinário. Para o pesquisador Sérgio Alves, do Iapar, é mais fácil o agricultor se aventurar na criação de gado do que o pecuarista iniciar a produção agrícola. ''O agricultor já conhece a tecnologia de produção de grãos e como trabalhar com os maquinários'', afirma.
Mesmo assim, Alves acredita que qualquer propriedade pode ser transformada desde que receba constante assistência técnica. Na região de Campo Mourão, onde o Iapar tem parceria com a Coamo na difusão de tecnologia, cerca de 5% dos cooperados estão em fase de transição das atividades. Este número, segundo o pesquisador, reflete uma área de cerca de 12 mil hectares e mais de 700 propriedades.
Ele ressalta que a qualidade da carne produzida em sistema de integração lavoura e pecuária é diferenciada, mas que os produtores da Coamo ainda não estão recebendo mais pelo investimento. ''A venda é direta para os frigoríficos, que pagam o mesmo valor da carne comum'', diz.
Já em Guarapuava, alguns produtores se uniram em uma aliança mercadológica e já recebem a mais pela carne precoce. O valor engloba o preço pago em São Paulo, que já é 5% superior ao preço do Paraná, mais um ágio que varia entre 3 e 8%. ''O sucesso da comercialização é garantido pela união dos produtores em associações'', conclui Alves. (M.G.)

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