Associação quer incentivar produção de erva mate
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sexta-feira, 20 de julho de 2001
Da Redação 
Produtores de erva mate no Paraná estão trabalhando para retomar a cultura da planta no Estado. No início do mês, foi fundada a Sociedade Brasileira do Mate, sediada em São Mateus do Sul (91 km a nordeste de União da Vitória), com o objetivo de abrir caminhos para firmar a produção da erva no cenário econômico estadual.
De acordo com Bruno Jordão Filho, presidente da entidade, o município foi escolhido porque a região concentra os melhores ervais nativos do mundo. Ele acrescentou que São Mateus do Sul é responsável por 40% da produção paranaense, o que equivale a 50 milhões de quilos de folha. O cultivo da erva mate gera R$17 milhões para o município e emprega 16 mil famílias.
Jordão lembrou que por se tratar de uma atividade extrativista, o resgate da produção de mate no Paraná deve respeitar as normas técnicas e legislativas. Segundo ele, a exploração deve ser realizada de forma racional, sem agressões ao meio-ambiente. Outra proposta da sociedade é criar um certificado para garantir a produção dentro dos padrões técnicos estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes.
Durante a reunião que oficializou a criação da entidade, no Palácio do Iguaçu, em Curitiba, várias autoridades presentes manifestaram apoio ao projeto de retomada da cultura. O secretário estadual de Comunicação Social, Rafael Greca de Macedo, afirmou que o setor ervateiro é parte integrante da história do Paraná e receberá todo apoio do governo, até em criações de instrumento de financiamento para elaboração de planos de manejo para os pequenos produtores, desde que sejam respeitados os critérios ambientais vigentes.
A erva mate integrou o terceiro ciclo da economia paranaense e foi responsável pela emancipação política do Paraná, em 19 de dezembro de 1853. Bruno explicou que antes dessa data, o Estado constituia a 5ª Comarca de São Paulo. Com o ciclo da erva mate, cujo processo de trabalho os paulistas não conheciam, surgiu a oportunidade de reivindicar a emancipação política, com base no argumento de ordem econômica.


